Círculo completo

Domingo. Noite. Nostalgia de algo que nunca vivi. Odeio textos muito bem elaborados e tem essa música do half moon run - que me foi apresentada há uns quatro anos atrás por um velho e querido amigo do rio. É, essa música é barra e só hoje percebi que ela sempre teve um tom, toque, um sentir nada leve. Ela, ainda acompanhada do seguinte contexto:

Acabou o carnaval e o baque foi forte - cai, me engalfinhei com os cobertores, me tranquei, por completo, o dia inteiro, no quarto. Ainda, minha mãe foi embora hoje - sim, moro longe dela - e as vzs, no decorrer do dia, acreditei ouvir a voz e o som da risada dela numa conversa que ecoava lá fora entre minha avó e uns vizinhos. Ela foi, mas volta, ainda bem que sim, por enquanto ela volta, por uns anos ela volta e a gratidão é grande por isso.

Desde o pré-carnaval tenho pensado em reunir por aqui algumas narrativas, histórias, do que esse carnaval de 2017 me proporcionou. Mas sempre acaba que, ou eu deixo o texto muito formal, ou ele fica assim, igual esse aqui ó, um caos de pensamentos desorganizados.

Fato é que sempre odiei ter que seguir regrinhas pra escrever. Isso aí é coisa pra redação de Enem, pros incontáveis trabalhos acadêmicos, pra quem quer ser fielmente compreendido, pra quem se importa. Me submeti a vida inteira a isso, daí que cansei e como espero tornar essa plataforma do médium algo que me retome o prazer em escrever, eu escrevo assim: nada com nada, zero. Inclusive, quem tiver paciência pra entender, eu agradeço. Aqui a gente tenta os deslimites das palavras - como já dizia Manoel - se pá, os deslimites do pensamento e o explorar daquilo que talvez não seja lá assim tão lógico e racional.

Hoje também resolvi, embalada pela brisinha fresca da noitinha da zona norte de belot e ao som de half moon run, escrever qualquer coisa. E nesse meio tempo, a ideia de expor algumas narrativas, tomou gosto, SABOR. Carnaval de belorizonte 2017 foi intenso, pelo menos pra mim. Teve umas trepadas inesquecíveis, umas antigas paixões que retomaram aos meus lábios com calma e uma porção de maturidade no coração, abraços calorosos e beijos coletivos que só serviram pra selar os laços, provar o carinho e admiração. No fim, o autoconhecimento aflorou e o que era, deixou de ser e virou eu só. Eu por mim, eu aqui, eu como ser que mais importa no atual momento da minha vida. Há pouco descobri o que de fato quero pra vida e não necessito de muito além de mim, além do meu ser - que é fruto de vários outros seres - pra realizar tudo o que atualmente tenho almejado. E, nessa caminhada, espero contar apenas com o carinho e apoio dos amigos e algumas fodas amorzinhas.

Espero organizar - se o TCC e o trabalho de todo dia permitir - e gravar tudo com muito carinho nesse diário virtual que faço do médium - risus.

Inté breve.