FALJA COMUNICACIONAL

Cê lembra daquele error de comunicação que a gente costumava enfrentar em nossas conversas diárias no início do nosso “relacionamento”? Eu não te entendia. Não entendia MESMO o que você dizia. Podia ser algo simples como “hoje cedo comprei pão”, que, pra mim, era indecifrável entender sua ida à padaria, depois de, no café da manhã, beber seu latão matinal. 
Foda-se
não importa

O que vim aqui dizer é que, por incrível que pareça, a gente viveu, se sustentou por cerca de seis meses, tudo acabou e eu continuo sem entender o que você fala.

Real.

Acesso seu medium com freqüência - assumo - e lá vejo o seguinte texto “Piloto”. Começo uma leitura, mas mal consigo ter cacife para terminar o diálogo informal, com sequências de palavrões frenéticos que você criou, MUITO PROVAVELMENTE, depois de beber algumas doses.
 Assim como faço, AGORA.
 
Ao mesmo tempo que julgo -porque eu julgo, sim- o seu “péssimo hábito comunicacional”, me questiono quantas centenas, dúzias -sendo modesta, unidades- de pessoas não compreenderão TAMBÉM o que escrevo, agora, no calor de uma RosKoff (?) risus.

Voltando ao não te compreender. Continuo sem. E acho, assim, que nunca seria.

Fato é que nossas vivências sempre foram bastantes distintas. Gostos opostos. E tu lembra de quando eu te dizia que toda essa “falha comunicacional” provavelmente se devia ao fato de termos essas bulhufas de caminhos extremamente opostos…………. diferentes………….
 
Me sinto exatamente você agora
Falando pelos cocos

Escrevendo sem muito pensar

Com um calor no estômago
E os olhos caídos de sono pós-alcoolico

Mas você jamais estaria ouvindo DURAN DURAN (berro)
Não é mesmo?