Comunicação interna 2017 em 5..4..3..2..1!

2017, acima de tudo, é um ano para se buscar efetividade. Focar, simplificar, enxergar pelos olhos do colaborador e comunicar de forma mais humana.

Para entender mais esse cenário, a gente aqui da Ação, em parceria com a SocialBase, lançou o eBook Tendências em Comunicação Interna 2017, estudo brasileiro com mais de 200 companhias de diversos tamanhos e segmentos. Informação rica que confirma e direciona muito do que temos falado. E, com base nessa pesquisa, busco integrar aqui os cinco principais caminhos das áreas de CI para o ano:

1. Liderança comunicadora já!

61% dos respondentes têm como prioridade engajar as lideranças no papel de comunicadores. Para preparar e dar suporte aos gestores, 45% deles planeja investir em treinamento e 53% em pautas periódicas de comunicação direta.

Para contribuirmos com esse processo, é preciso ritmo nas demandas e tempo para eles comunicarem antes de o assunto se tornar pauta nos canais internos. E, principalmente, não podemos passar conteúdo demais para eles desdobrarem. Demos aos gestores mensagens que realmente necessitem do endosso dele, como questões que afetam equipes e resultados.

2. A comunicação que funciona é aquela feita de gente para gente.

Quais canais a empresa planeja aderir, manter ou intensificar o uso? Iniciativas mais apontadas no estudo: Gestor, 92%; Alta Liderança, 90%; E-mail, 90%; e Colegas Multiplicadores, 88%. Canais, campanhas e eventos são importantes sim, mas como suporte. Quem mobiliza é feito de carne e osso. É olho no olho.

O face a face deve ser cada vez mais priorizado nas empresas, de maneira próxima e verdadeira. Um caminho de grande potencial é envolver os Colegas Multiplicadores. Se o tema é algo que eles entendem, admiram e praticam, a chance de influenciarem outros é ainda maior.

3. A batalha entre canais impressos e digitais vem trazendo conclusões.

Canais impressos perdem cada vez mais força para os digitais. 45% das empresas não focarão em revistas neste ano de 2017. Porém revista pode gerar valor sim. Para funcionar, ela não deve ser canal de informação, mas de aproximação, com histórias das pessoas. Mural impresso, especialmente em ambientes industriais, ainda funciona bem (tem 70% de favorabilidade), pois nele, ao contrário do mural digital, quem está no controle é o leitor.

Um dos canais digitais mais discutidos no momento é o app. Levar informação para perto do colaborador, onde quer que ele esteja, é o que as áreas (65%) e o próprios colaboradores querem, segundo nossos grupos de foco. Outro canal bastante em pauta é a rede social (69%), que ainda deve vir com mais força, a medida que busca o equilíbrio entre a necessidade empresarial e o quanto o usuário está disposto a se socializar e colaborar online.

Porém, sendo bem pé no chão: o momento é de organizar e-mails, intranets e newsletters. Trabalhar informação segmentada, pertinente e sem infoxicação. E o mais importante: canal é meio; o foco maior precisa ser dado à mensagem.

4. Depois de muito complexo, a gente vai simplificar.

A demanda por simplificar chegou. Pelo dinheiro apertado — 69% das grandes empresas estão com o mesmo ou menor orçamento que 2016. Pela sensação de muitos e desconexos canais e mensagens — quase 20% das grandes empresas reclamam desse excesso. Pelo desafio de “Fazer tudo o que tem que ser feito com uma equipe reduzida” (14%).

Fomos criando canais, programas, mapas, fluxos… Em muitos casos, dar conta do sistema acabou sendo mais importante do que ser efetivo. E quando paramos para falar com o colaborador, percebemos que ele está lembrando de muito pouco, de tanto que recebe. Vamos priorizar o que realmente faz a diferença. Deixar para lá algumas iniciativas pouco relevantes. Ter mais tempo para atuar nos assuntos que fazem sentido, conectam e transformam.

5. Não há como estratégica ser, sem mensuração ter.

O segundo maior desafio das áreas de comunicação interna (36%) é ser vista como estratégica e importante. O terceiro é mensurar retorno a partir das suas iniciativas (33%). É uma questão de sobrevivência mostrar os resultados que geramos. Já parou para pensar quantos milhões de reais uma iniciativa de CI pode ter gerado de economia ou produtividade? E será que está gerando?

As áreas apontam um momento definitivo para evoluir nesse modelo. A maioria já pratica alguma mensuração, principalmente no nível mais básico, de estabelecimento de indicadores (58%). O desafio está em comprovar a mudança de comportamento (48%) e o ROI (22%). A boa notícia é que as áreas clientes estão abertas a nos ajudar com esses números (79%). O ponto de muita atenção é que, apesar do desejo em evoluir nesse processo, mais de 25% das empresas não têm planos de investimentos para mensuração em 2017.

A gente acredita muito no que a gente faz. Chegou a hora de comprovar isso.

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2017 está aí, para nos desafiar, para que possamos evoluir cada vez mais como comunicadores. É o ano em que completo duas décadas trabalhando com comunicação interna. Com a sensação de recomeço, de que está chegando a hora de darmos uma virada no jeito de nos relacionarmos com nossos colaboradores. De mudar a forma de enxergar esse processo. Talvez não apenas gerenciá-lo e, sim, facilitá-lo. Trabalhar transparência e autenticidade. Estamos juntos nessa.