Comunicação interna 4.0, já ouviu falar?

Algum dia você pensou que viveria na 4ª Revolução Industrial? Pois é, mas a realidade da ficção cientifica chegou com a Indústria 4.0 e isso vai impactar drasticamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos e vivemos. A previsão é que, no Brasil, o modelo de gestão baseado na automação industrial e na internet das coisas impactará metade da força de trabalho do país até 2055.
Refletindo sobre essa transformação e sobre os dados das pesquisas e projetos que temos realizado na ação integrada, já consigo apontar três principais características da Comunicação Interna nesse universo 4.0. A jornada já começou e ficará ainda mais clara nos próximos três ou quatro anos.
Vamos a elas:
1ª. Ser curador dos conteúdos
Facilitar as conversas, que serão cada vez mais transversais e integradas. A indústria inteligente toma decisões descentralizadas, sem a interferência humana, em uma comunicação não linear. A internet das coisas e a computação em nuvem darão o ritmo às empresas, e as pessoas mudarão da função processual ou operacional para o comando e criação das coisas. Nesse sentido, o papel da comunicação interna será de curadoria dos conteúdos que permeiam a organização e de facilitador das conversas ao apoiar os líderes — sim, na Comunicação 4.0 a liderança continuará sendo fundamental — para fazer sentido a todos ao que está se fazendo e para aonde se está indo. Isso é comunicação colaborativa para promover uma atividade também colaborativa. E como isso irá acontecer? Por meio de relacionamentos e interações humanas. Teremos ainda mais ferramentas de comunicação à disposição, mas o diferencial estará nas conversas colaborativas. Não podemos esquecer da seguinte relação: quanto mais tecnologias como ferramenta de comunicação, mais olho no olho deve existir no processo.
2ª. Promover experiências humanas
Transmitir as mensagens relevantes da empresa de forma mais envolvente. Isso fará com que os colaboradores se identifiquem com a organização e se sintam confortáveis em fazer parte dela. Na Comunicação 4.0, será preciso conectar ainda mais as pessoas para que possam mudar e evoluir seu comportamento. Portanto, nós, comunicadores, temos de propiciar que os colaboradores vivenciem uma experiência humana — de verdade — com as mensagens relevantes. Essa vivência pode acontecer por meio de estratégias simples, como uma conversa olho no olho, que faça sentido ou uma experiência real do significado daquela mensagem na vida da pessoa. Isso resultará em algo mais transformador para os colaboradores, algo com propósito e que contribuirá para o tão almejado equilíbrio físico-social-emocional.
3ª. Mensurar o processo
Como tudo será ainda mais em tempo real e os esforços precisam ser otimizados, será preciso — mais do que nunca — mensurar o quão transformador está sendo o processo de comunicação para entender sua efetividade. Como na Indústria 4.0 o conhecimento, baseado na análise dos dados, acontece em tempo real, isso será cobrado pela organização como uma competência necessária para a área de comunicação interna.
A tecnologia mudou e mudará ainda mais a forma como nos relacionamos. Isso é fato. Porém, mesmo parecendo antagônico, mais tecnologia não significa mais comunicação. Enquanto olhamos para um futuro conectado, é importante nos conectar de formas significativas, mais equilibradas, mais humanas. O resultado? Os dois lados ganharão: a empresa, produzindo produtos com qualidade, segurança, melhores custos e mais lucro e as pessoas, que terão mais satisfação e realização no trabalho. Ganha ainda a comunicação, ao cumprir seu papel de fazer sentido, conectar e transformar pessoas e processos.
Quer saber mais sobre a Indústria 4.0?
Veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Industria_4.0
https://www.youtube.com/watch?v=EqDI35yxszg

