Como: Amar a Deus?

Aprendendo a amar Deus através da razão e paixão

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Em nossa caminhada de fé haverão momentos em que você encontrará, assim como eu tenho encontrado, opiniões conflitantes sobre a maneira correta de como adorar a Deus. Eu não creio que ir a fundo nas diferentes maneiras edifica alguém. Ao invés disso, faço um convite a examinarmos as Escrituras e ver o que Deus fala sobre este assunto e a minha interpretação pessoal.

A passagem em questão é simples e curta, Lucas 10:27 (NVI). Nessa ocasião um mestre da lei estava testando Jesus sobre o Seu conhecimento da lei. Após uma breve conversa o mestre da lei respondeu o seguinte:

Ele respondeu: “ ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’”.

Amando a Deus

Acho muito interessante ver como o mestre da lei já se considerava ser alguém que amava a Deus. Este fato é percebido pela pergunta que ele direcionou a Jesus logo após da sua resposta e esta não tinha nada a ver com o ato de amar a Deus, mas sim sobre como o amor ao próximo deveria ser.

Imagino se nós todos, assim como esse mestre da lei, não consideramos já amarmos a Deus, por isso não encontramos a necessidade de pensar se O amamos ou não.

Se o amor que nós estendemos aos nosso próximo vem do amor que temos a Deus, então a nossa falha em amar o nosso próximo não vem da nossa falha de amarDeus?

Assim como o mestre da lei declarou e Jesus concordou, existem quatro aspectos importantes no nosso ato de amar a Deus: coração, alma, força e entendimento.

Coração

Amar a Deus de todo o coração significa que deve haver afeto em nosso relacionamento com Ele. Nós naturalmente sentimos este afeto para com aqueles que amamos, até mesmo as pessoas que possuem deficiências psicológicas sentem este mesmo tipo de afeto da sua própria maneira. Não há como amar a Deus sem afeição.

Alma

Nossa alma se junta à dinâmica do amor a Deus quando nós nos comprometemos a satisfazer todas as nossas necessidades nEle e em nenhum outro lugar. Necessidades como: conforto, satisfação, prazer, etc. O ato de buscar algum tipo de satisfação em algum outro lugar senão em Deus é um ato de não amá-lo com a nossa alma. É um ato de desconfiança assim como Adão e Eva cometeram logo no primeiro pecado.

Força

O amor a Deus pela força significa intencionalmente se esforçar a buscá-lo. Uma das principais maneiras de se amar a Deus pela força é o nosso ato de devoção em oração e estudo da palavra. Devoção não é fácil e exige esforço.

Entendimento

Finalmente, entendimento. Nossas mentes precisam entender como os aspectos envolvidos na história de Deus ‘homem’ se desdobram na cruz, no derramamento do Espírito Santo e vida que temos hoje. Sem entendimento lógico a apropriado do coração de Deus nas Escrituras, fica fácil ser enganado por ensinamentos errôneos. O uso da racionalidade no estudo das Escrituras é uma maneira de amar a Deus. Ele nos deu uma mente racional para entendermos as coisas de uma maneira lógica, inclusive a Ele mesmo.

O Problema

Estive em diferentes tipos de igrejas durante a minha caminhada. Visitei igrejas carismáticas até igrejas bem intelectuais e não consigo negar que vi Deus manifestando a Sua presença e alcançando pessoas nas duas.

Pela Sua misericórdia, Ele está em todas elas.

No entanto, o que eu frequentemente escuto Deus dizendo sempre que visito essas igrejas extremas é que sempre há algo faltando nas demonstrações de amor deles a Deus e Ele está desesperado para abrir os olhos de todos para o que está faltando.

A situação consegue ainda piorar quando esses dois extremos se encontram para discutir as suas diferenças. Em ocasiões como estas, eu dificilmente encontro verdadeiro amor por Deus e menos ainda amor pelo próximo.

Um acusa o outro de falta de disciplina e decência ligada a manipulação, chegando até mesmo a acusações de heresia. Enquanto o outro lado acusa frieza espiritual e apreço ao homem em detrimento de Deus. Admitamos que ambos estão corretos em certo aspecto, embora também errados. Nenhuma das diversas formas de adoração desses dois extremos é errada, no entanto a inclinação para qualquer um desses dois extremos é perigosa e compromete o nosso completo entendimento sobre Deus.

Inclinação para apenas um lado do famoso dilema entre “razão e emoção” significa apenas uma coisa. Pecado por declaração de independência de Deus, que é o primeiro e a raiz de todos os outros pecados. Crer que Deus se manifesta apenas de uma forma está longe de ser verdadeira dependência de Deus.

Igrejas carismáticas são famosas por suas manifestações e reações que assustam outros cristãos que não estão acostumados a ver pessoas tremendo, rindo alto, pulando, orando em línguas, etc. Realmente, algumas pessoas podem até mesmo estar fingindo, mas a existência delas não pode ser negada. Está na bíblia!

Profecias, visões, palavras de conhecimento, cura, etc., esses não são charlatanismos usados para assustar uma multidão ignorante, são verdadeiros sinais de que o Espírito Santo está presente. Claro, algumas vezes não é realmente Deus falando algo, mas a possibilidade do erro não deve paralizar as pessoas de manifestar os seus dons até que eles se tornem hábeis o suficiente para distinguir.

Igrejas intelectuais são vulneráveis a morte espiritual pela negação do mover do mesmo Espírito que foi prometido vir para nos convencer do pecado e entendimento da palavra, mas Ele também nos foi dado para nos manter em chamas e nos dar dons para assim manifestarmos o reino de Deus na terra. Sem o mover do Espírito, a igreja continuará a ser uma igreja que crê no poder do homem em criar teorias e testá-las, não no Deus que fala.

A Solução

O convite e o mandamento é para que nós sejamos extremos no nosso amor a Deus. Não apenas a um aspecto do amor, mas a todos eles: coração, alma, força e entendimento. No entanto, muitos falham em entender que encontrar equilíbrio entre todos os lados significa ter um pouco de cada, quando na verdade nós somos chamados para amá-lo com tudo o que temos.

A lição na vida do profeta Elias

Todos nós conhecemos a história do profeta Elias contra os servos de Baal. Deus respondeu a oração de Elias com um grande fogo que provou a todos os presentes que Jeová é o único verdadeiro Deus.

Elias testemunhou a resposta pelo poder, mas mesmo assim ele temeu a sentença de morte proferida por Jezabel, por isso ele fugiu desejando morrer em meio ao deserto. Depois de ter sido alimentado por um anjo, ele continuou a fugir até o momento em que ele recebeu a palavra de Deus o ordenando a subir a montanha porque Ele iria passar por lá (1 Reis 19:11–13 NVI):

O Senhor lhe disse: “Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar”. Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: “O que você está fazendo aqui, Elias? “

Elias conhecia o Deus que respondia pelo fogo, mas este momento foi a primeira vez que ele testemunhou Deus se manifestando através de uma doce e encorajadora brisa suave. O fogo demonstrou o poder de Deus, mas foi a brisa suave que mudou completamente a vida de Elias. Se você continuar a observar os capítulos seguintes, você verá não mais um Elias fugindo pela sua vida, mas um Elias obediente. Será que Elias teria passado por tamanha mudança de vida se ele continuasse a procurar por Deus no fogo, ignorando o sussurro?

Provém de Deus a decisão de como Ele irá se manifestar, não vem de nós. Se nós continuarmos a nos cegar ao tentar classificar a Deus ao invés de amá-lo com todo o nosso coração, alma, força e entendimento, pode ser que o sussurro ou o fogo venha para nos transformar, mas acabe passando despercebido.

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