A mudança e o meio

Pensando estrategicamente para posicionar sua empresa de branding em plataformas e redes sociais


Há sempre um lugar para sua empresa na internet. Tudo é questão de posicionamento, de comunicar-se na hora certa, com as pessoas certas e no lugar certo. Parece uma fórmula muito óbvia, principalmente quando o discurso é feito para os clientes. Mas na hora de se posicionar, fica sempre aquela dúvida: onde devemos estar?

Rede social não tem receita, apesar de muita gente por aí dizer o contrário. Todo dia acontece algo novo, seja uma mudança no algoritmo do Facebook, ou o nascimento de apps de livestream que chamam a atenção de todo mundo. É preciso muita observação e vivência dessas novidades pra sacar as mudanças. Além disso, redes sociais são um reflexo da sociedade contemporânea. Se a sua empresa têm o lugar dela no mundo, há também esse mesmo lugar para ela no mundo virtual. E, com certeza, não é em toda rede social ou plataforma existente, mas sim onde a sua energia se faz presente na web.

A visão do Medium é fornecer “um lugar melhor pra ler e pra escrever coisas que importam”. Indo na direção oposta do conteúdo perecível que lota nossas timelines diariamente, o Medium veio trazer uma opção pra contadores e leitores de boas histórias. Assim, a plataforma conseguiu construir em torno de si uma aura de que o que é publicado por aqui vale a pena.
Eu não sei porque outras pessoas ou veículos migram pro Medium mas, no caso do youPIX, foi um total alinhamento de missão e valores que nos fez olhar pra plataforma como um novo lar. — Bia Granja em youPIX no Medium: uma cagada?
foto: freeimages.com

O tal do engajamento

Uma coisa já é sabida: o engajamento e o vínculo que é construído nas redes sociais entre pessoas e marcas é o que importa. A mentalidade de “quantidade pela quantidade” e a compra de likes ou seguidores hoje em dia é tão arcaica quanto as promoções de “curta e compartilhe”. O motivo é simples: é tudo superficial e não dá retorno a longo prazo. As pessoas querem encontrar o que procuram, meio a tanta informação. As pessoas querem se envolver.

Sabe quando, lá no início do serviço de páginas no Facebook, suas publicações começaram a dar algum retorno (orgânico), com 3 ou 4 likes totalmente espontâneos e sinceros? É como sinto hoje presenciando esse tipo de interação acontecendo na página da absolem na rede social. Como hoje só aparece na timeline alheia quem paga — e como o que conta atualmente, em qualquer rede, é o tal do engajamento — um like genuíno, ou um comentário sincero, ainda que seja somente um, vale ouro.

ilustração: Pinterest

Para cada rede, um tipo de conteúdo

Considero o Facebook um dos lugares mais complicados de se estar e de se fazer presente, hoje, como marca de branding e comunicação. Dá trabalho e se você não paga para aparecer, vira um trabalho perdido. Nossa solução foi pensar em um conteúdo específico para a rede, um conteúdo que possibilitasse a interação com quem estivesse por ali: clientes, possíveis clientes e outras marcas. Hoje, nossas postagens no Facebook se resumem principalmente ao nosso portfólio. Publicamos novidades como making of e últimos trabalhos, sempre marcando as pessoas envolvidas. O engajamento aumentou e em poucos dias já dava pra ver uma presença maior de pessoas curtindo nosso conteúdo.

Depois de um certo tempo na ativa, o ideal é criar um perfil da sua empresa no LinkedIn. Afinal, é o ambiente online mais propício para uma estratégia de negócios. Foi o que fizemos, após um ano de empresa. Antes desse período, o foco foi crescer e produzir trabalhos relevantes para, então, poder passar uma imagem bacana e mais consolidada na rede.

O instagram, desde o início, foi o mais bacana de fazer. Como nossa cartela de cor é toda em tons de azul — assim como a lagarta que inspirou o nome da empresa — decidimos criar um “bluegram”, que nada mais é que uma curadoria dos cliques azuis mais legais que encontramos pela rede (além de alguns feitos por nós também). O retorno tem sido ótimo, porque a timeline é uma fonte de inspiração pra quem adora fotografia e curte descobrir novos perfis interessantes pra seguir. Sempre acreditei no potencial do instagram para ser uma rede inspiracional, mais leve, que realmente fosse fiel ao ditado “uma imagem vale mais do que mil palavras”. E nós queríamos acompanhar a filosofia do instagram — e não apenas se render a um conteúdo comercial ou aos “textões” sobre assuntos que ninguém realmente quer ler por ali.

A terceira rede a ganhar um perfil nosso foi o Pinterest, muito usado por criadores das áreas de moda, arte e design por ser uma ótima ferramenta na hora de buscar referências. Extremamente visual e prático, a rede chegou até a influenciar layouts de sites de uns anos para cá. O melhor do Pinterest é poder interagir com equipe e clientes, criando boards secretos para estimular o trabalho coletivo e colaborativo.

E então, chegamos ao vimeo. Com o boom do YouTube nos últimos tempos, essa talvez seja a decisão mais questionada — até por nós mesmos. Por que não migrar para o YouTube? Bem, como falei acima, você precisa direcionar seu conteúdo para o lugar certo e para as pessoas certas. O conteúdo da absolem (vídeos que prezam em primeiro lugar pela qualidade, sendo institucionais, campanhas ou making of) tem muito mais a ver com o que encontramos no vimeo.

(…) o Vimeo abriga vídeos com qualidade artística e técnica superiores. Ambos também dão guarida para conteúdos controversos e com baixo potencial comercial. Tudo porque quem paga a conta não é o anunciante, mas sim o espectador. E isso, meus amigos, faz toda a diferença.
Nada contra o YouTube e seu modelo construído em torno de anúncios (lembrando aqui que eu trabalho com isso!). Ele está sustentando cada vez mais criadores talentosos e transformando o conteúdo que consumimos. Comparado com TV convencional, já é um grande avanço. Mas, convenhamos, decidir se algo deve ser produzido por conta de seu potencial de audiência é nivelar por baixo. — Wagner Martins em Não é YouTube, é Vimeo.

Não se venda

Nivelar por baixo não faz parte da filosofia de trabalho da absolem, assim como não faz parte da proposta de nossos outros produtos e cases, como a Energia da Marca e revista aLagarta. Cada um deles têm seu papel nas redes, que é minuciosamente pensado. Afinal, não dá para sair correndo atrás da mais nova plataforma ou rede social, só para mostrar que estamos por dentro do que está rolando. Nós podemos “estar por dentro” sem criar um perfil em cada lugar. Isso porque é muito mais bacana saber falar do assunto com propriedade vivendo a experiência como usuário, do que criar um perfil para sua empresa que será eventualmente abandonado por falta de tempo, ou simplesmente por você não ter o que publicar de relevante por ali. No caso do blog a Energia da Marca, a migração para o Medium nos pareceu bem coerente e natural. Enquanto isso, aLagarta se prepara para compartilhar ao vivo no Periscope um editorial e parte da diagramação de sua próxima edição.

Não se vender é fundamental. Saiba quem é a sua marca e, antes de dar passos maiores do que a perna, entenda como e onde sua empresa pode produzir conteúdo de qualidade. Assim, ela com certeza será encontrada por quem está à procura.