Por que “a mãe do Leo”?

Muito prazer, Mariana, também conhecida como “a mãe do Leo”.

Urca, Fevereiro 2015

E por que eu chamei essa página de “a mãe do Leo” e não de “a Mariana?”. Antes de qualquer coisa, porque a segunda opção soaria muito mais desinteressante que a primeira.

Fora isso, escolhi este nome porque maternidade é um lance que muda completamente a órbita da sua vida, te fazendo gravitar em torno desse ser que te dá o título mais importante que você já ganhou: o de mãe. Sim, você continua sendo uma pessoa independente do filho. Eu tenho, inclusive, um certo pavor de quem “vive para o filho”, ou seja, esquece a sua própria vida, perdendo interesses desconectados do filho. O fato, porém, é que a órbita muda. Você pode continuar sendo mulher, profissional, amiga, amante, esposa. Você pode continuar trabalhando, tomando chopp, saindo pra dançar. A sua órbita muda mesmo assim. Enquanto você está fazendo tudo isso, você está ligada no horário do remédio do filho que ficou em casa com a avó; você acorda e pensa se ele dormiu bem, quando ele não dormiu contigo; você sai do trabalho às 22:30h loooouca pra buscá-lo na casa da amiga que fez a caridade de ficar com ele. A órbita muda. Outros planetas continuam existindo, mas ele passa a ser o central. Você se torna muito mais a “mãe do Fulano” do que “a Beltrana”.

Há, ainda, um terceiro e último motivo para este nome, que está diretamente relacionado a uma peculiaridade sobre a minha maternidade. Tive a felicidade e a sorte de ter o Leo por adoção (assunto sobre o qual eu ainda vou falar bastante aqui), ainda recém nascido. No mundo da adoção, é comum as mães se chamarem de “mães do coração”. Entendo perfeitamente os motivos para isso e acho uma maneira carinhosa de se chamar. Mas eu simplesmente não me sinto “a mãe do coração” do Leo. Eu me sinto “a mãe do Leo” e ponto.

Tudo isso explicado, let the games begin.