O velho e o Novo
Do Ev. Lc 5,36–38
“Jesus disse-lhes também esta parábola: Ninguém recorta um bocado de roupa nova para o deitar em roupa velha; aliás, irá estragar-se a roupa nova, e também a roupa velha não se ajustará em o remendo que vem da nova. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho novo rompe os odres e derrama-se, e os odres ficarão perdidos .Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos”.
Está aqui bem presente o ritualismo do Antigo Testamento, o vinho velho, e a novidade evangélica de Jesus Cristo, que é o vinho novo. Este Jesus aparece, não para apagar aquilo que já existia no Antigo Testamento, mas dá-lhe uma nova dimensão, passando do cumprimento de normas à lei do amor. Esta dimensão é de tal modo novidade,que quem a acolhe terá uma vida de qualidade. Com tantas leis e os preceitos as relações eram frias e áridas. Aparece este Jesus que vem falar de relações de proximidade, de afeto e de ternura.Vou-me atrever a fazer uma pergunta: sou vinho velho ou vinho novo? Estou no antigamente, era assim que se fazia, a lei é esta, ou a lei do amor vai provocando em nós novas relações?

