A viagem sem fim: de São Paulo a Kuala Lumpur

Pra quem ainda não está acompanhando nossas redes sociais, finalmente embarcamos para nossa “rotina” nômade. Depois de muito esperar, iniciamos nossa viagem para a Ásia. E aqui vamos contar um pouco dos preparativos e sobre a viagem até nossa primeira parada em Kuala Lumpur.

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Já contamos sobre as vacinas que tomamos para nos preparar para essa viagem para a Ásia aqui, e além das vacinas, uma das partes mais dramáticas do nosso preparativo foi a escolha das nossas malas! Depois de uma experiência não planejada de vida nômade pela Europa com 4 malas, 1 média e 1 de mão para cada, decidimos que queríamos viajar mais leves; leves ao extremo de não precisar despachar nada.

Inicialmente pensamos em ir só com mochilas mesmo, mas vimos numa loja um modelo de mala com rodinhas que se tornava mochila, que nos conquistou! Acabamos comprando o modelo CH20 Carry On da Victor Inox, e no início, estávamos satisfeitos com o modelo, pois em relação a espaço, era bem próximo do que precisávamos. Porém a estrutura da mala, para ter as rodas, além de ocupar espaço, também pesava muito, e como nosso plano era de não despachar nada, todo peso contava.

Então decidimos re-pensar e devolver a mala/mochila que compramos, pois o valor dela era alto, e conseguimos trocar por duas outras mochilas.

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A MOCHILA DA NINI

Para a mochila da Nini, ela optou pelo estilo cargueiro, típico dos mochileiros, com poucas divisórias, estrutura leve e alças confortáveis. A mochila que ela escolheu foi o modelo Terra 45 da The North Face, que possui capacidade de 45L e pode ser levada como bagagem de mão.

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A MOCHILA DO VINNY

Eu carrego poucas coisas comigo, só 1 tênis, chinelo, e poucas roupas. Mas o que não levo em roupas, levo em eletrônicos. Por isso escolhi o modelo Scansmart da Wenger que tem divisórias bem interessantes para quem como eu, que está sempre carregando seu notebook.

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Malas prontas! Hora de embarcar pra nossa aventura!

Nossa viagem foi pela Ethiopian Airlines, com 2 vôos e 3 paradas antes de chegar no destino final: Kuala Lumpur na Malásia. Uma viagem longa e cansativa.

Quanto a aeronave, podemos considera-la espaçosa, limpa e confortável. A parte de entretenimento tem uma das melhores telas dentre os voos que já peguei e com uma boa variedade de filmes, séries, documentários e jogos. Mas depois de 20 horas, confesso que fica difícil se entreter, e o final do voo foi bem sofrido.

Foram 3 paradas, a primeira em Lomé no Togo para abastecer e alguns passageiros desembarcarem e outros embarcarem, quase um esquema busão. A segunda, foi uma conexão em Adis Abeba na Etiópia onde esperamos por três horas e trocamos de vôo. E por fim, mais uma parada breve em Bangkok na Tailândia no mesmo esquema da primeira.

A única parada onde saímos da aeronave, foi na Etiópia, em Adis Abeba, um aeroporto muito simples, com apenas 2 restaurantes onde todos os turistas estavam comendo, outros menores não muito convidativos e muitos Dutty Frees, mas nada muito atrativo.

Os banheiros não estavam em boas condições, pareciam bem improvisados em algo como uma estrutura de container. Recomendo que se possível, usem o banheiro do avião, pode ser mais garantido.

Não sei se é normal mas o aeroporto estava lotado e com quase nenhum lugar para sentar, mas logo saíram alguns voos e conseguimos um lugar pra descansar, lembrando que estávamos com mochilas e ficar carregando não era uma opção.

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A chegada na Malásia em Kuala Lumpur, foi inicialmente um alívio, pois não víamos a hora de chegar no nosso hotel e deitar para descansar. Mas a felicidade durou pouco, depois de uma longa caminhada até chegar a área de imigração, nos deparamos com filas enormes. O motivo: Fórmula 1 durante o fim de semana, trazendo muitos turistas para a cidade.

Já tínhamos pesquisado sobre a chegada na Indonésia e que era preciso apresentar o comprovante de vacinação contra febre amarela antes da imigração e na Malásia não foi diferente. Logo no início da enorme fila da imigração, uma placa indicava que passageiros provenientes de países com casos de Febre Amarela, da América do Sul e África, deveriam passar por uma salinha ali ao lado para checagem.

Além de conferir nosso certificado internacional de vacina contra Febre Amarela, foi feita uma avaliação de temperatura, e anotaram nossos dados para controle do vírus Zika.

Todo esse processo foi rápido, acho que nos tomou 15 min, porém a fila demorou mais de 1 hora. Quem não fez esse processo de controle de vacinas e saúde antes de pegar a fila teve que sair e resolver isso e não sabemos se conseguiram ir direto ao guichê da imigração ou se tiveram que voltar para o final da fila. Ainda bem que vimos a tal placa e resolvemos nos precaver!

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Em fim, após quase 2 dias viajando, chegamos na Malásia e a aventura está só começando!

Acompanhe nos Instagrams @APathtoSomewhere, @NiniFerrari e @Vinny_Campos


Originally published at A Path to Somewhere.

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