Joaninha, companheira de uma grande jornada
O primeiro carro a gente nunca esquece.
Quando eu era criança (porque pequena ainda sou), sonhava em dirigir. Via meu pai dirigindo e sempre tive curiosidade em aprender para sair por aí levando as pessoas passear.
A primeira vez que sentei no banco do motorista, para realmente dirigir, foi com uns 14 anos (não me lembro muito bem). Meu pai tinha um Vectra e me ensinou algumas coisas básicas em um campo vazio que havia perto da casa da minha avó. Acho que até fui bem, mas entrei na auto-escola só 6 anos depois.
Confesso que adorava ir nas aulas da auto-escola, nunca errei uma baliza quando treinava, mas, no primeiro teste do Detran, errei e reprovei.
Precisei fazer mais uma aulinha e fui para o segundo teste. Fiz a baliza lindamente bem, saí do Detran e o avaliador pediu pra virar a esquerda, o carro da auto-escola estava com problemas no câmbio e na hora que eu fui virar, a porcaria da marcha não entrou, o carro morreu no meio do cruzamento e o avaliador mandou encostar. O teste na rua não deve ter durado 5min, pensei comigo: reprovei de novo…
O cara não falou nada, só falou pro instrutor da auto-escola arrumar o carro e fiquei sem saber se tinha passado (huahuahua, que ódio), mas aí o instrutor falou: Parabéns!
Ufaaaa passei, PORRAAAA!
O primeiro carro que dirigi com carteira foi o Civic, também do meu pai. Era uma nave gigante e foi super bom para pegar noção de espaço.
Naquela época ainda estava na faculdade e o meu próximo sonho era ter o meu próprio carro. Afinal, sempre odiei andar de ônibus ou depender de carona dos outros.
Queria um Kazinho, o qual apelidei de Joaninha.
Isso foi em 2009, quando lançaram o modelo novo. Mas, eu achava que não teria dinheiro suficiente para comprar. Mesmo assim, o papel de parede do meu computador era um Ka, igual esse da foto.

Em 2010 consegui meu primeiro emprego, guardei todo o dinheiro dos primeiros meses e em junho, do mesmo ano, comprei a minha tão sonhada Joaninha.

Foram quase 6 anos juntas.
O carro era o meu passaporte para liberdade de ir e vir a hora que eu quisesse. Foram muitos momentos felizes, momentos tristes e várias conversas de gente doida com ela (é, eu falo sozinha).
Tenho muito orgulho em dizer que me ferrei 5 anos pra pagar esse carro, não ganhei de ninguém, não precisei da ajuda de ninguém. Ok, paguei 2 carros, mas era a forma que, na época, era viável para minhas condições.
Pois bem, agora chegou a hora de dizer Adeus e deixar ela fazer outra pessoa feliz. Espero que o novo dono/a cuide muito bem dela, pois está praticamente novinha, linda, divina e maravilhosa. ❤
Joaninha, muito obrigada por tudo. O primeiro carro a gente nunca esquece.
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