Quase 30 — Parte 1

Não tem jeito, quando vamos chegando perto dos 30 anos começa a bater aquele momento reflexivo da vida.

Nunca me preocupei muito com a idade, inclusive, sempre achei legal fazer festinha de aniversário para reunir familiares e amigos. Mas, não tem jeito, quando vamos chegando perto dos 30 anos começa a bater aquele momento reflexivo da vida.

Lembro-me de que, quando era criança, fui convidada diversas vezes para ser dama de honra em festas de casamentos e aniversários de 15 anos e sempre pensava “poxa que legal, queria tanto já ser grande”.

O tempo passou super rápido e logo chegaram os meus 15 anos. Tive uma festa super legal, com a presença de vários amigos e amigas da época, mas, pensando bem… a grande maioria deles eu nunca mais vi pessoalmente.

Mais anos foram passando e veio o primeiro namoradinho, a primeira decepção, o vestibular, a faculdade, a carteira de motorista e, de repente, já estava com 21 anos. Não foi uma fase muito fácil, ainda estava tentando descobrir quem eu era e o que queria para minha vida. Vários planos foram desfeitos para que pudessem dar espaços para novos objetivos e então, veio o primeiro emprego, o primeiro carro, a frustração de estar sozinha e a vontade de conhecer alguém para passar a vida toda juntos. Outra fase nada fácil, na qual precisei reconhecer o tipo de pessoa/família que queria deixaria entrar na minha vida e me preparar psicologicamente para me dedicar a fazer alguém feliz.

Até que encontrei um homem incrível, aprendi a amá-lo e respeita-lo, ultrapassamos as brigas iniciais, casamos e agora… quase 30. Com suas vantagens e desvantagens.


Vantagem #1 — Independência

O sonho de todo adolescente é ser “independente” mesmo sem se quer ter noção do que isso significa. O barato é poder ter a liberdade de ir e vir, de fazer escolhas sozinho, de decidir a hora que vai pra cama, de ninguém dizer qual é a hora de arrumar a cama, etc e etc.

Porém, isso não é nem 30% das responsabilidades que uma pessoa independente tem.

Desvantagem #1 — Responsabilidades

Ser independente significa que a partir daquele momento precisará "tomar as rédeas" da vida sozinho, ou seja, terá responsabilidades e as mais chatas possíveis, tais como: pagar contas, chegar cedo no trabalho, sair tarde do trabalho, aguentar o chefe, engolir sapos, estudar (porque isso nunca vai deixar de ser necessário), não poder sair sempre que quer porque talvez sobre mês no final do salário, etc e etc.

Vantagem #2 — Liberdade

Sim, a liberdade chega porém nunca é do jeito que a gente imagina que ela seria. Agora posso escolher se vou ou não na festinha de algum parente chato, se vou ou não comprar mais um sapato, etc e etc.

Que maravilha, né?!

Desvantagem #2 — Disciplina

Ahhh… como é legal pensar na liberdade e achar que realmente ia poder escolher/fazer qualquer coisa, não é?! Pois é, mas com o tempo a gente percebe que não pode. Lembra das responsabilidades? São elas que ditam o quão disciplinado você precisa ser.

E quando tem a sua própria família/filhos? É aí que aprendemos que, as vezes na marra, renunciar importante.

Vantagem #3 — Ser adulto

Poxa que legal, cheguei aonde tanto sonhava! Tenho minha casa, meu carro, meu dinheiro, mas hoje não posso sair pois tenho que limpar a casa porque não moro mais com mãe que fazia tudo isso por mim…

Desvantagem #3 — Estar envelhecendo

Uma hora a fixa cai e, se não cai, o corpo te mete uns tapas na cara com as dores nas costas, as ruguinhas que vão surgindo, a gordurinha que não vai embora nem com dieta e academia. Mas, acredite, envelhecer é bom.


Sim, tenho saudades de ser criança, mas uma criança com uns 12 anos (porque crianças menores são chatas, hehe).

Saudades de acordar tarde e assistir Castelo Rá-tim-bum ou Pokémon na Eliana, saudades de brincar de escolinha reunindo a criançada de vizinhança para serem os aluninhos, saudades de brincar na rua e andar de bicicleta.

Agora, isso não significa que não gosto de quem sou hoje, muito pelo contrário… só não tenho o tempo que gostaria de ter disponível para fazer tudo o que gostaria.

É legal olhar para trás e ver tudo o que precisei passar para estar aqui, porque foi tudo isso que criou a Ju que sou. Se pudesse, voltava aos meus 12 anos só para dizer a mim mesma "tenha calma com seus sonhos porque eles poderão demorar mais do que o imaginado, ame-se mais, viva cada momento sem ter pressa de chegar a vida adulta porque tudo tem seu tempo certo e, claro, escute seus pais, eles SEMPRE estarão com a razão".


Gostaria de finalizar esse post agradecendo à Deus por estar sempre ao meu lado, aos meus pais por sempre terem me apoiado, dado as broncas necessárias e os beliscões quando eu fazia birra e ao meu marido por me "aguentar" e me fazer tão feliz.

A parte 2 desde post só será publicada em 2017.

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