O valor dos que não tem preço

Nos dias de hoje é falado muito no meio corporativo sobre capital humano. Mais do que o ativo dos bens, dos clientes, da metodologia, da estratégia, do produto ou background, o grande diferencial competitivo das companhias está dentro das pessoas, isso mesmo, nas pessoas. E por isso há cada vez mais e mais programas de retenção de talentos, gestão de pessoas e valorização dos colaboradores.
A singularidade torna o valor humano imensurável, o que cada um carrega no individualismo da personalidade, das características e das experiências acumuladas é único e intransferível.
Empresas investem Milhões para que as pessoas queiram fazer carreira e construir anos de história juntos. E no mesmo tempo, era e geração há bancos que, em um ano, circulam até US$ 31,6 bilhões para comercializar seres humanos. Que loucura é essa?
O tráfico humano é a terceira atividade ilegal mais lucrativa no mundo, atrás do narcotráfico e falsificação. Como podemos falar disso com a era da internet, comunicação e movimentos sociais? Ou como podemos Não falar disso? São 21 milhões de pessoas envolvidas vítimas dessas redes transnacionais para fins de trabalho escravo, exploração sexual, tráfico de órgãos, adoção ilegal e outros tipos de servidão.
Não sei para você, mas isso soa tão bizarro, palavras que deveriam ser positivas. Meu real desejo era falar de aumento de trabalho, sobre sexo saudável, doação de órgãos e adoção legal. Mas há dores piores e mais extremas do que a simples ausência desses temas.
Falta divulgação desse crime, falta trabalho que fomente denúncias, projetos que identifiquem vítimas, outros que as acolham e as tratem. Faltam pessoas que pensem mais nisso, falem mais disso e se movam por isso.
Já leu aquela história de tráfico humano na bíblia? O tal do José, jovem, bonito, forte e sonhador o bastante para gerar inveja aos irmãos que, depois de lançá-lo em um poço, o vendeu por 20 moedas de prata ao mercado de trabalho escravo e que mais tarde seria vendido novamente até chegar no Egito. A história dele teve reviravolta e é isso que acreditamos, em resgate do valor pessoal e resultados improváveis.
Não é uma questão de sorte é uma questão de interferência. José teve o copeiro no seu caminho. Se permita ajudar pessoas ao ponto redefinir o fim de suas histórias.
Não deixe que a loucura desenfreada do Egito e suas pirâmides enriquecedoras te façam esquecer daquilo que você nasceu para fazer.
Faraó sim descobriu o que era um capital humano! Era capaz de pagar milhões pela retenção de José, ele realmente tinha uma capacidade única e diferenciada, ele foi o verdadeiro ativo daquele Egito. E quem vai dizer que as verdadeiras riquezas e respostas da humanidade não estão dentro daqueles que não tem preço, mas foram vendidos por poucas moedas no mercado negro? Tão escuro quanto aquele poço.
Esse texto é para despertar você para reverter histórias.
E não haverá preço que pague isso.

