Somos todos estrangeiros

Poucos países no mundo passaram por uma miscigenação tão forte como o Brasil, se analisarmos nossas origens, todos nós temos um antepassado vindo de outro país, latinos, europeus, asiáticos, africanos. Em uma grande mistura que formou um povo com características muito singulares.

O Brasil foi construído por estrangeiros, desde escravos africanos a imigrantes europeus. Os estrangeiros fazem parte da nossa história, eles continuam a chegar, mas eles não vem para roubar seu emprego nem pra competir com você na sociedade.

A vida não é uma competição, não é sobre não deixar que ninguém tome o seu espaço, mas é sobre abrir espaço pra quem precisar.

Imagine se este espaço não tivesse sido aberto aos seus avós, bisavós, tataravós que chegaram aqui.

Talvez eles tenham ouvido frases como: “Volte para o seu país”.

Talvez você já tenha dito isso ao ver um estrangeiro.

E na verdade não precisa ir muito longe, nem precisa entrar no nível internacional, talvez você já falou: “Volte pra sua terra” pra alguém de uma região diferente da sua.

Mas todos nós viemos de uma mistura e todos nós podemos um dia estar em terra estranha, em um país, estado ou em uma cidade diferente.

Queremos falar aqui sobre ter empatia: a capacidade de se identificar com outra pessoa, o dom de se colocar no lugar do outro.

Coloque-se no lugar daqueles que estão descobrindo uma nova vida em uma terra desconhecida, mude o mindset pra fazer mais que sua obrigação, pra ir além do básico. Pra surpreender com atitudes diferentes da massa que está olhando tanto pro agora, pra rotina que se esquece de olhar pra trás e ver de onde veio e onde pode estar um dia.

Ações diferentes é que vão gerar resultados diferentes, resultados de compreensão e compaixão. Multiplique este sentimento.

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