Belo Horizonte — O Direito à Cidade e a Agroecologia Urbana: construindo uma região metropolitana mais agroecológica

“Festa com compromisso”, assim foi como Marilda, agrônoma, amiga e parceira do AUÊ! Grupo de Estudos em Agricultura Urbana da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), descreveu o grupo. Da mesma maneira podemos narrar a oficina de sistematização do núcleo, que ocorreu no Sítio Ecopedagógico Santo Agostinho, em Mário Campos, nos dias 17, 18 e 19 de março de 2017. Foram cerca de 60 participantes presentes, representando mais de 30 organizações e instituições parceiras, compartilhando histórias, aprendizados, reflexões e emoções. Os três dias contaram com rodas de conversa, metodologias de sistematização, programação cultural e uma mesa farta de alimentos saborosos e saudáveis vindos da agroecologia metropolitana.

Dentre os momentos mais significativos da oficina, destacamos a construção do Rio do Tempo do AUÊ!, processo em que os participantes recordaram as histórias e sensações mais marcantes para cada um/a. O Rio foi banhado por lágrimas, sorrisos e muita emoção ao relembrar os afetos e as parcerias construídas. As metodologias participativas colaboraram para a identificação dos três eixos de ação principais, que dialogam com a matriz de sistematização, para o grupo: Equipes, parcerias e atores, Processos Educativos e Políticas Públicas, permitindo uma reflexão mais profunda da atuação do AUÊ!.

O primeiro dia contou com uma rica roda de conversa com André Biazotti (Muda-SP), Daniela Adil (AUÊ!UFMG) e Joviano Mayer (Brigadas Populares), que provocaram importantes questões que permeiam as reflexões do núcleo. Nela foram compartilhadas construções em torno da discussão sobre direito à cidade e agroecologia urbana. Também foram expostas as diversidades e dificuldades enfrentadas acerca dos temas. Os momentos de festejo e celebrações contaram com muita música, apresentação de vídeos de atividades realizadas por parceiros e um cardápio recheado de alimentos regionais, muitos deles agroecológicos, preparados por duas cozinheiras excepcionais e muito queridas: Josi e Dona Lúcia. Vale ainda ressaltar que o espaço onde a oficina aconteceu, o Sítio Ecopedagógico Santo Agostinho, tornou a vivência especial, por ser um local que abriga diversas iniciativas e experimentações agroecológicas.

A oficina de sistematização foi um momento singular para o AUÊ!, quando o grupo pode rever parceiras e parceiros que colaboraram nos cinco anos de sua trajetória, refletir sobre o que já foi construído e entender como cada um se vê inserida/o dentro dessa bela história. Foi um encontro para relembrar a importância de fortalecer os processos de agricultura nas metrópoles brasileiras e reafirmar a relevância desta construção através de muitas parcerias, transformando, como disse Carlos Brandão, o conhecimento solitário em solidário.

Seguimos adiante nessa caminhada agroecológica e que venham mais e mais encontros e sorrisos!

Há braços agroecológicos!

Até breve!

Agradecimento especial à todas/os as/os companheiras/os de caminhada e instituições parceiras que estiveram presentes na oficina de sistematização, na história do AUÊ! e da agroecologia na Rede Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)! São elas: Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Agroecologia na Periferia, Articulação Metropolitana de Agricultura Urbana (AMAU), Articulação Paulista de Agroecologia (APA), ARAPIRA/Piracaba, Arquitetas sem Fronteiras (ASF Brasil), Balaio/Florestal, Brigadas Populares, CGFAT, Sean-Pnud, Núcleo de educação do campo e agroecologia (ECOA), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Etnoikos/UFV, Centro Vocacional Tecnológico Guayi, CVT/UFSJ-SL, Kaipora/UEMG, Kapixawá/Mepes, Coletivo Mídia Crioula, MUDA-SP, NAAC/UFSCAR, NEA/IF Rio Pomba, NEA Inconfidentes/UFOP, NEMAAF/UFLA, NIA/UFRRJ, Projeto Hortas IFMG/Santa Luzia, Rede de Intercâmbio (REDE), Rede Terra Viva, Rede Urbana de Agroecologia (RUA Metropolitana), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (SEDA), YEBÀ/UFLA.

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