Nós, eu, não mais consigo distinguir o pronome. Horas, dias, semanas, meses, semestres, ano que se passa e desatam os nós. A vida que se desfaz em verbo.

Mar em terra seca. Pacífico, profundo. Partículas em suspensão/profusão. Eu tentei não me afogar no amor. Uma, duas vezes. Tentei não ser esquina, avenida, local de passagem. Entre o salgado olhar, o barulho das capitais. Irei tentar, o quão preciso for, marola, sem virar cimento, até encontrar.

Assim aprendo o que é amar. Sempre aqui. Encharcado e nada, além do sol e de um afago real, irá me concretizar.

O amor — sístole e diástole que todo dia me faz navegar.

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