Somos cruéis. Com o outro e ainda, por incrível que pareça, conosco mesmo. Toda vez que sento e penso um gancho para dar o start e começar a escrever é isso: duelos de sentimentos que eu nem mesmo sei explicar.

Espelhamos nossas incapacidades, medos no outro. Tornando-o descartável pois ninguém quer ficar com alguém que tenha os mesmos defeitos. Ou melhor, que conheça os nossos defeitos. O tempo vai passando, a quantidade de pessoas em nossa vidas vai passando e no final fica aquela dorzinha martelando no fundo do coração: eu não consigo dou certo com ninguém. Assim como passamos por sexos casuais em aplicativos sem dar a chance do outro sequer saber o que somos além de um perfil, um avatar. Quem leu a primeira parte do Abandonado Cão entendeu que eu rompi essa barreira e que não foi fácil.

Ok, que vivemos a realidade do efêmero, do transitório, não é nada de novo. O instantâneo da internet tornou-se real em nossas relações. É para já ou não é. Sofremos de ansiedade quando não temos um sim/não, não sabemos lidar com o talvez, angústia da mensagem não visualizada, kd o like do post direcionado? Suplicamos por stories e stories e stories. I can’t help falling in love. I fall deeper and deeper the further I go. E assim caminhamos entre Matchs homéricos. Ou seriam apenas utópicos?

Eu não sei lidar com a distância. Com a falta de tato. Com a tela em branco. Preciso preencher, estar presente. Sentir seu corpo no meu. Passional. Virginiano em sua pior fase. Ascendente em apaixonar pela pessoa errada.

Mas o que é a pessoa errada? O que nos torna a pessoa certa? Vale a pena insistir? Desistir?

Se for para morrer, que seja de amor. Não tenho vocação para ser Montecchio muito menos Capuleto. Se for para ficar no raso, não me chame para nadar.

Mas saiba: estou pronto para mergulhar em você.

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