O futuro é agora: loja usa reconhecimento facial para gerar vendas

Na loja americana de materiais de construção Lowe’s, um robô transita pelos corredores fotografando as prateleiras para verificar o que está em falta (foto acima). Organizações como a Amazon conhecem os hábitos de compra e as preferências de seus consumidores online. Na Macy’s, também nos Estados Unidos, uma cliente que já está dentro do provador pode selecionar uma peça de roupa pelo aplicativo da empresa e receber o item imediatamente.

Mas como tudo isso é possível? Estamos falando de inteligências artificiais que analisam dados, aprendem com eles e tomam decisões por conta própria. Utilizadas em diversos setores, elas estão presentes nos carros autônomos, nos sistemas de reconhecimento de voz e até em hospitais, auxiliando médicos em seus diagnósticos. É claro que no varejo não poderia ser diferente. E não pense que essas mudanças só acontecem em outros países! O futuro já está entre nós aqui mesmo, no Brasil.

Seu rosto diz muito sobre você

Olhe bem para a imagem acima. Parece uma loja como outra qualquer, não é mesmo? Porém, a Omnistory, recém-inaugurada no shopping Villa Lobos, em São Paulo, é uma espécie de laboratório para aplicação de conceitos e soluções inovadoras para o varejo. Um sistema de inteligência artificial reconhece expressões faciais, sexo e faixa etária dos clientes para identificar seus sentimentos e direcionar promoções em painéis. Ele também consegue lembrar se uma pessoa já realizou alguma compra no estabelecimento e recomendar um produto com base no comportamento anterior dela. Além disso, monitora a experiência do consumidor na entrada, na saída e em diferentes áreas do local.

E não acabou: na Omnistory, o pagamento é feito com os próprios vendedores, eliminando a necessidade de filas. A precificação dos produtos é dinâmica para estar sempre à frente da concorrência, e as mesas e telas interativas contribuem para uma compra mais informativa e personalizada.

Considerando que um dos objetivos da loja é a realização de testes, os produtos à venda serão trocados a cada quatro meses. Inicialmente, clientes poderão comprar itens de marcas dos ramos da saúde, beleza e bem-estar, como alimentos orgânicos, hidratantes e equipamentos de ginástica.

Cheio de possibilidades, esse modelo de loja não só oferece novas experiências de consumo aos clientes, mas também traz vantagens aos gestores. Ele permite mensurar dados, avaliar o desempenho de propagandas e analisar com detalhes os processos que levam uma pessoa a adquirir um produto, gerando redução de custos e erros, além de aumentar a produtividade e os rendimentos. E aí, sua empresa está preparada para o futuro?

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