O vegetarianismo, o veganismo e as mudanças na indústria

Nunca antes falamos tanto de alimentação saudável quanto agora. O perfil do consumidor está mudando e o vegetarianismo/veganismo passaram a ser bem mais do que apenas um estilo de vida: eles gradualmente se transformaram em poderosos modelos de negócios em todo o mundo. Pessoas vêm ficando mais conscientes e interessadas em reduzir o consumo de carne, e já começam a buscar alternativas no mercado que estejam mais alinhadas com o que elas acreditam ser eticamente correto.

Segundo uma pesquisa do IBOPE Inteligência, 14% da população brasileira — ou 30 milhões de indivíduos — se declara vegetariana, o que é uma parcela considerável (e crescente) que deve ser levada em conta por qualquer empresa. Nesse contexto, a indústria de embalagens também tem um papel a cumprir. Afinal, 55% das pessoas respondeu ao IBOPE que consumiria mais produtos veganos se essa informação estivesse mais bem indicada na embalagem.

Considerando tudo isso, podemos afirmar que empresas devem se adaptar para atender esse público vegetariano/vegano ou poderão ficar para trás na competição com outras marcas que tiverem uma preocupação sustentável maior. Mas como aproveitar essa tendência e causar um impacto positivo no mercado? No artigo desta semana vamos apresentar alguns bons exemplos de como o setor de embalagens pode investir nisso.

Capturando a atenção nas gôndolas

Para realmente se comunicar com consumidores vegetarianos, veganos e aqueles que querem uma alimentação mais saudável, é importante contar com a ajuda de bons designers de embalagens. Informações sobre as qualidades de um produto devem estar claras nos rótulos para que a pessoa realmente perceba suas vantagens.

A Vida Veg, uma marca que se dedica a produtos veganos, faz isso muito bem em suas embalagens, destacando com detalhes todos os ingredientes que serão consumidos e, principalmente, aqueles que ficaram de fora (como leite e açúcares). Os clientes também conseguem ver os benefícios nutricionais do alimento e comprovar sua qualidade pelo selo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), que garante que o desenvolvimento e a fabricação do produto não tiveram qualquer uso de animais.

Já a marca Superbom, vencedora do Prêmio ABRE em 2017, inovou ao lançar a primeira linha vegana de cream cheese no mercado brasileiro. Para isso, ela optou em usar uma embalagem com um formato diferenciado — transmitindo sofisticação — e transparente, mostrando ao consumidor o estado de conservação do produto.

Nesse sentido, o vidro e a ótima vedação garantida pela tampa asseguram um tempo de vida longo nas prateleiras, algo fundamental se considerarmos que nenhum conservante é utilizado.

Outro bom exemplo é quando uma marca usa a criatividade para deixar a interação com o consumidor mais divertida. A estudante de design gráfico Polly Augusta Louise, por exemplo, redesenhou as embalagens da empresa de produtos orgânicos Amy’s Kitchen para deixá-los mais atrativos para o público.

Louise uniu três alimentos completamente diferentes (uma sopa, uma torta e um burrito) em uma identidade visual que usa o mesmo esquema de cores e traz imagens de pessoas com “vegetais na cabeça” (literalmente). Além disso, todos os ingredientes estão claramente listados nos rótulos, assim como uma série de pequenos símbolos que indicam o tempo estimado de cozimento e as calorias.

Outra tendência que podemos perceber são marcas que decidem ampliar sua linha de produtos para aproveitar o crescente público vegetariano/vegano. A fabricante de sorvetes norte-americana Ben & Jerry’s é uma delas. Recentemente, ela lançou versões veganas de alguns dos seus sorvetes, substituindo o leite de vaca pelo leite de amêndoas.

Visando também aqueles consumidores que estão em busca de um estilo de alimentação mais saudável, o marketing da empresa se esforçou para mostrar que o produto vegano era tão parecido com o tradicional que faria as pessoas se questionarem se o sorvete realmente não tinha lactose.

Neste artigo focamos nos setores de alimentação e bebida, mas o mercado vegano alcança várias outras áreas, como limpeza, cosméticos e moda. Empresas devem aproveitar essa tendência para pensar em novos produtos e embalagens que realmente se conectem com a mentalidade moderna dos consumidores.

Gostou dos exemplos que reunimos? Consegue pensar em outros? Deixe seu comentário abaixo!

abreembalagembrasil

A ABRE - Associação Brasileira de Embalagem existe desde 1967 com o propósito de fomentar o desenvolvimento do mercado e das atividades de seus associados nos âmbitos nacional e internacional.

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