O jeito “certo” de fazer as coisas

Eu falei do complexo do sobrinho a poucos dias, e lá vou eu tentar “trasmipensar” minha forma de viver/trabalhar pra quem lê isso aqui. Pensa comigo, eu podia nessa segunda-feira mandar aquele artigo técnico (que está comendo meu cérebro pra ser terminado) com mais de 2k palavras, cheio dos termos bizonhos e comandos estapafúrdios… Eu podia também admitir que estou cansado pra cacete depois de uma segunda de trabalho e que não quero escrever hoje, eu podia estar roubando, eu podia estar matando, eu podia estar “se” drogando… mas não… Vamos falar de coisa boa? E não é da Top Therm…

Só que não
Só que não

Se tem uma coisa que me incomoda são os “cagadores de regra”, aquele tipo de pessoa que acha que o mundo funciona de acordo com suas próprias leis e matizes e esquecem que estão inseridos em uma sociedade… E os “caga regra” infectam muitos lugares, infelizmente não se limitam a ambientes de trabalho.

Clássico exemplo de "caga regra"
Clássico exemplo de “caga regra”

Essa mulher do chapéu engraçado ai de cima aparece na primeira temporada de Friends no quinto episódio (sim, sou freak de Friends e a screenshot eu tirei da minha versão digital [sim, minha versão digital porque tenho em mídia física original também :D] para o post) e começa a querer tirar vantagem da Rachel, cagando regra, dizendo que sem sabão em cima da máquina, a máquina não está reservada… Mesmo com o cesto de roupas da Rachel em cima daquela máquina… Típica situação de um bom “tirador de vantagem”, é, vou variar o termo pra ficar menos escatológico o texto.

Os tiradores de vantagem, versados na Lei de Gérson, que, segundo alguns muitos brasileiros, rege essa nação (e quem pode culpá-los por pensar que isso é verdade), adora inventar (cagar) regras para contar as mais diversas vantagens.

E por conta dessas pessoas existirem aos montes na nossa sociedade, elas acabam chegando a posições privilegiadas, e o que acontece quando isso acontece? Você meu amigo, começa a fazer as coisas “erradas”… sabe por que? Porque o caga regras disse que sim…

Sei que parece muito superficial e sem direção o texto até o momento, mas, para e pensa comigo, quantas vezes você não se prejudicou em algum nível de sua existência por conta de regras fantasiosas que te jogaram do nada?

Eu voltei a frequentar o Facebook a pouco tempo, e uma coisa legal do Facebook são as comunidades de diversos assuntos que existem lá, algo como os bons fóruns, mas, menos informais e com uma velocidade de respostas infinitamente superior a alguns os fóruns mais agitados que frequento por ai.

Pois bem, esses dias eu postei uma dúvida em um grupo desses sobre uma linguagem de programação que estou estudando, eu pedi uma dica de IDE para a linguagem que fosse Software Livre. Veja bem, a minha frase foi algo como:

“Algum membro do grupo poderia me indicar uma IDE para a linguagem X que estou estudando.”

Veja bem, eu não estou dizendo meu nível de expertise, eu não estou postando dúvidas sobre a linguagem em sí, não estou dizendo que uso ou não uso IDEs, eu fiz uma pergunta direta. Alguém pode me indicar uma IDE para a linguagem X e que seja Software Livre? Nada além. O grupo tem mais de 14 mil membros, até a presente data, meu post teve 35 respostas, aparentemente a moderação apagou algumas das mais má educadas, dessas 35, umas 30 são úteis, as pessoas estão dando as respostas delas, agora, entre essas 5 e as outras que misteriosamente sumiram tinha coisas como:

  • Programador que é programador usa bloco de notas;
  • Outra vez essa pergunta?
  • Emacs way or quit;
  • Por que você precisa de uma IDE?
  • Para programar na linguagem X não precisa de IDE;
  • A IDE só é útil se: *ColoqueAquiQualquerMerda

E por ai vai. A questão é simples, e por favor, eu não me considero um ignorante por dizer isso, mas, cacete, eu fiz uma pergunta direta, custa responder de forma direta? Precisa saber o motivo de minha pessoa querer usar uma IDE? Precisa me impor uma ferramenta mega complexa (e que eu considero hyper hypada desnecessariamente) ou desistir? Precisa fazer a porcaria de uma análise crítica da minha metodologia de estudo e trabalho se baseando em uma pergunta direta? Isso me irrita profundamente.

Então a mensagem do texto de hoje acaba sendo bem simples… Muita gente vai querer cagar regra pra cima de você, as vezes até sem querer (e me desculpa se eu já fiz isso contigo), e existem realmente coisas na vida que só existe uma forma de ser feitas, porém, na grande e imensa maioria, o jeito certo é só uma forma bonita de dizer que você fez de uma forma e funcionou, e o seu jeito certo pode ser o meu jeito errado… Se todos os caminhos levam a Roma, talvez, nem todos precisem passar pela boca de um caga regra… Se informar, estudar, tentar, errar, se sentir confiante com seus resultados e à partir dai seguir em frente faz parte do caminho pra aprender qualquer coisa, e o jeito certo é o jeito que funciona pra você. :D

Até o pŕoximo.

Fui!

O trabalho O jeito “certo” de fazer as coisas de Thiago Faria Mendonça está licenciado com uma Licença Creative Commons — Atribuição 4.0 Internacional.


Originally published at AcessoME.

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