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ACHO Q SEI
Letter sent on Mar 15, 2016

O que o cliente quer?

Recentemente assistimos duas gafes em dois dos mais importantes eventos de arte do mundo: Grammy e Oscar.

No primeiro, a Adele cantou fora do tom e no outro, Sam Smith desafinou cantando Writing’s On The Wall (tema de 007 Contra Spectre que o fez ganhar o prêmio). Ela alegou um problema técnico e ele: “foi o pior momento da minha vida”.

Isso repercutiu na imprensa mundial e me fez pensar em como digerimos essa informação. Ninguém os criticou tão duramente. Foram eventos comentados, mas a moral dos dois não foi abalada. Eles erraram, e daí? São artistas muitíssimo premiados e que ganharam relevância mundial rapidamente.

Traçando um paralelo entre esses fatos e o mercado de consumo, consegui identificar algumas características que talvez expliquem essa “tolerância”.

Eles são artistas da contramão dos padrões de artistas pop. Ela gordinha e ele gay. Ela não canta sobre sexo ou sobre fazer sexo ou sobre “como sou sensual e você quer me pegar”, não exibe seu corpo para cantar. Ele não é rapper, não canta sobre carros, dinheiro, nem bebidas. Cantam dramas, reais, músicas melancólicas (de fossa). E a gente gosta? A gente ama esses dois! Ganharam respeito e espaço e tem MUITA PERSONALIDADE. A gente tem a sensação de que são pessoas de verdade e não “deuses” inabaláveis e inatingíveis.

Eles são “de verdade”, gente como a gente, que erra no meio de apresentações importantes e tem a aparência que eles escolheram. Vem e se mostram como são. São produtos não produto.

E qual a relação afinal?

É muito simples: ninguém mais é tão vislumbrado como antes. Queremos a verdade das empresas. Verdade dos produtos e dos serviços que consumimos e também nas campanhas publicitárias. Não adianta uma comunicação fantástica, uma proposta promissora e uma experiência de consumo horrorosa.

O que vale é o cliente e ponto! Este é o centro do negócio.

Tão antigo, mas ainda vale!

Estratégias de marketing devem ser baseadas em verdades. É preciso saber identificar a imagem verdadeira que você tem perante o mercado. Já presenciei conversas onde o empresário tem tanta certeza de sua ótima reputação, baseado em histórico e achismo, que acaba se esquecendo de fazer essa avaliação constantemente. A tal da Miopia de Marketing.

Como identificar isso?

  • Pesquisa, conversas informais, análise das mídias sociais. O que falam sobre mim por aí?
  • Criar um paralelo entre o que você vende e como seu cliente mais importante se comporta quando consome seu produto. Seu produto atende as necessidades do cliente? Quais atende melhor e quais deixam a desejar?
  • A velha e antiga e temida pesquisa de qualidade também vale;
  • E lembre-se: Valor é algo que deve estar baseado em verdades. Sempre!

Pensando bem sobre o tema, agora consigo entender o magnetismo que temos por artistas como Ivete Sangalo e Amy Winehouse e programas de Reality Show.