
o medo de saber
olha eu não vou mentir. tem coisa que realmente prefiro não saber. e eu fico adiando essas coisas, sabe. minha psicologa já me disse não sei quantas vezes que eu não posso fazer isso, que tenho que encarar os problemas de frente. mas eu não quero! se eu pudesse eu dava as costas pra isso e pronto. pior que eu tenho essa capacidade, eu consigo dar as costas pra qualquer coisa, em qualquer tempo. minhas amigas me perguntaram certa vez como que eu nunca abri a ultima mensagem do meu namorado no whatsapp pra ouvi o áudio dele. eu nunca abri mesmo e nem tenho vontade de abrir, até porque nem wpp mais eu tenho, mas a moral é: pra mim acabou e pronto.
pra se sincero eu prefiro evitar sofrimentos para mim mesmo. e você pode me dizer “mas você nem sabe o que vai acontecer”. tá, mas eu preciso saber? não, eu não preciso. “mas se for algo bom?” mas se for algo ruim? eu iria me lascar em dobro, por conta da minha expectativa de ser algo bom e por conta da merda do problema. se colocar na balança, com certeza dar as costas e ir embora ganha facinho. “mas, e se mudar a sua vida”, mas e se mudar pra pior? e ai? quem fica no prejuízo sou eu.
“ah, mas isso é covardia”, não meu filho, isso é estrategia pra vida não se tornar pior do que já é. questão de sobrevivência, e questão de bem estar também. eu não vou arriscar o meu conforto por conta de mera suposições. eu to bem assim, entende? e não vou arriscar. mas se você é uma pessoa que gosta de arriscar, quer ir em frente, então vai. mas me deixa aqui, mas pode ir atrás de descobrir o que tem do outro lado da porta, é seu direito também, sem falar que a forma com que eu lido com meus problemas, difere da forma com que você lida com os seus. então tá tudo bem, você pode encontrar o arco iris magico do outro lado, mas eu vou ficar aqui. porque você também pode encontrar o monstro do pântano.

