“Começo por aqui?”

Respostas para um leitor de primeira viagem.

Quem escreve, com certeza já ouviu alguma vez a máxima de “o primeiro parágrafo é sempre o mais difícil”. Quando o primeiro parágrafo abre um novo projeto, a responsabilidade se torna ainda maior.

Essa ideia que todo começo precisa ser com chave de ouro é cruel. Empiricamente, o começo é justamente onde você comete o maior número de erros. Mais do que isso, nada garante que muitos que chegarem ao Advogando irão ler essa história.

Respondendo à pergunta. Você que sabe. Eu preciso começar em algum lugar, mas você possuirá sempre a liberdade de ler essa publicação na ordem que julgar mais conveniente. Caso um texto dependa do outro, eu avisarei.

Meu nome é Guilherme Inojosa. Sou um bacharel em direito na véspera de se tornar advogado. Possivelmente quando você estiver lendo, a descrição já estará desatualizada.

Nome e profissão. É o que todos fazemos para nos definir, por mais que seja limitante. Seria mais acurado se eu tivesse me definido através de uma série de características, como meus hábitos de leitura ou meu gosto por café.

No lugar de uma apresentação, é melhor eu continuar escrevendo. Com o tempo, vamos nos conhecendo.

“Mas onde você quer chegar?”

Até agora não sei.

Amanhã me torno oficialmente advogado. Jornada cujos obstáculos não consigo sequer imaginar. Impossível não sentir ansiedade quanto a isso. Escrever é a melhor forma de cortoná-la.

Sejam crônicas ou textos sobre ensinamentos da advocacia. O Advogando serve como um documento de tudo que está acontecendo comigo nessa nova fase.

Não pretendo com isso ser o guru de ninguém. O objetivo aqui é o registro de experiências. Alguns dilemas podem ser comuns a muitos jovens advogados, mas não posso fugir do meu próprio viés.

Uma decisão que funcione para mim, de acordo com o meu autoconhecimento, possivelmente não é o melhor caminho para muitos. Somos diferentes, isso é ótimo.

“E por quanto tempo durará?”

Pergunta importante, leitor hipotético. Esse não é a primeira vez que eu tento começar um blog, publicação ou qualquer projeto relacionado à escrita.

Nem eu mesmo sei porque nunca continuo a empreitada. Eu gosto de escrever, a ponto de fazer isto diariamente com prazer. Talvez a ideia de responsabilidade mate o projeto. Talvez.

Para contornar a inércia, o melhor remédio é a disciplina. Vou então deixar claras aqui as regras básicas do Advogando: No mínimo um texto por semana, durando por pelo menos 60 textos ou 1 ano, o que acontecer por último. Depois disso, estou livre para decidir se continuo ou não.

Basta escrever que vem aquela vontade incontrolável de apagar para me dar uma maior liberdade. Chegou aquela hora que a razão precisa controlar o instinto.

“Mais alguma coisa?”

Provavelmente não. Claro que ao longo do percurso, posso aprimorar as minhas ideias. Esse é só o começo.

Poderia ser mais emocionante, eu sei. Poderia talvez ter um mago chamando para saquear o tesouro guardados por um dragão. Infelizmente, o mundo real não oferece isso.

O que não quer dizer que ele não tenha, a seu modo, grandes aventuras a serem exploradas.