Princípios Práticos da Interface

Dicas que podem mudar o modo como você vê seu trabalho.


Com a evolução tecnológica e os variados dispositivos que podem ser usados, cada vez mais surgem novas possibilidades para a Interface dos Usuários e nós como designers de interfaces, temos a obrigação de conhecer os princípios que determinam boas práticas, facilitam e chegam até a inovar nosso trabalho. São eles:

1. Clareza

Os usuários evitam elementos sem significado claro.
Icones abstratos tendem a ser ignorados ou confundir o usuário, as pessoas os evitam e muitas vezes ignoram as coisas que eles não conseguem entender — que é uma natureza humana básica.

Evite projetar elementos da interface que fazem as pessoas se perguntarem o que eles fazem, porque provavelmente ela, não vai se preocupar em descobrir.

2. Ação Preferencial

Os usuários se sentem mais confortáveis quando sabem qual a principal ação a ser executada. Observe o twitter “Compor novo tweet” no canto superior direito, não é muito claro, já a caixa de pesquisa, parece muito mais em evidência, do ponto de vista de design, parecendo que o Twitter quer que os usuários procurarem alguma coisa mais do que escrevam um tweet.

Pense que os usuários provavelmente não sabem o que devem fazer, então a ação preferencial deve ser sempre óbvia.

3. Contextualize

O usuário espera ver controles de interface perto do objeto que eles querem controlar.

Como você edita seu nome no Facebook? Você vai em ‘Configurações’ no canto superior direito, clica em ‘Configurações de Conta’, encontra seu Nome e clica em Editar, depois de editar, desce a barra de rolagem e clica em salvar alterações.

Como você faz a mesma coisa no LinkedIn? Você clica no lápis ao lado do seu nome.

Os usuários vão sempre esperar para ver os elementos da interface no contexto do objeto que deseja controlar. Isso corresponde com a vida real: quando queremos um pouco de pipoca no micro-ondas, apenas mudamos a chave da interface.

Não seria muito prático se o seu micro-ondas o instruísse a descer as escadas, abrir o porão, encontrar a caixa de eletricidade e puxar o interruptor G-35 para iniciar o programa de pipoca (que é semelhante ao exemplo do Facebook para mudança de nome).

Mantenha as coisas úteis e práticas para os usuários — se algo pode ser editado, alterado ou controlado, deixe isso visível e claro.

4. Procrastinação e Ponto de Retorno

O usuário raramente altera as configurações padrão.

Configurações Padrão são poderosas:

  • A maioria das pessoas têm o mesmo fundo e toque padrão de seus telefones;
  • A maioria das pessoas (incluindo você) nunca mudam as configurações de fábrica em seus televisores;
  • A maioria das pessoas nunca vai mudar a temperatura do frigorífico padrão;

Padrões são quase imperceptíveis, mas governam o nosso mundo. Portanto, verifique se todos os valores padrões são úteis e práticos — é seguro assumir que algumas pessoas nunca vão mudar eles.

Também é valido lembrar que as configurações padrão, são sempre um ponto de retorno, caso o usuário altere elas e deseje voltar ao original, tenha garantido de que isso é possível.

5. Convite

Convide o usuário a executar uma tarefa. Há uma grande diferença entre os usuários esperando fazer algo por conta própria, e você pedir lhes, especificamente, para fazê-lo.

Um bom exemplo é o LinkedIn, ele não espera que os usuários descubram como usá-lo.

Em vez disso, eles criaram banners altamente visíveis de apelo à ação que aparecem logo acima das páginas de perfil. Isto, combinando com o fato de que as pessoas, gostam dando feedback, fez desse recurso um enorme sucesso.

A lição: se você quiser que os usuários façam para alguma coisa, peça a eles sem hesitação.

6. Retorno Informativo Constante

O usuário vai se sentir mais confiante, se você fornecer feedback claro e constante.

Esta lógica é simples — quanto mais os usuários perceberem a comunicação de uma ação na interface, mais confiantes vão se sentir.

O Gmail é um grande exemplo de um bom feedback. Você receberá uma notificação clara para cada ação que você tomar, incluindo links de Saiba mais e Desfazer.

Os feedbacks constantes, fazem com que as pessoas se sintam no controle e geram confiança para o usuário utilizar o produto novamente.

7. Facilite

O usuário estará mais inclinado para executar uma ação complexa se for dividido em etapas menores.

Compare o formulário da esquerda para a da direita. Ambos têm número similar de campos, mas o direito é muito mais fácil de gerir.

Nós todos odiamos preencher longos formulários, porque eles parecem chatos, esmagadores e difíceis de verificar caso ocorra erros. Mas se você dividir o formulário em várias etapas e mostrar uma barra de progresso, apontar os erros antes da pessoa ter que enviar o formulário, as coisas tornam-se muito mais manejáveis e amigáveis.

É bem mais provável as pessoas completarem 10 tarefas pequenas do que uma tarefa gigante. Pequenas tarefas não são intimidantes e nos trazem a sensação de realização, uma vez concluídas.

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Resultado Garantido

Essas práticas não são obrigatórias, nem existe algo tangível que comprove a veracidade delas, mas burlar esses princípios é garantia de um resultado desfavorável ao projeto.

Não existirá um castigo real por quebrar isso, mas ele virá dos seus usuários mal-humorados reclamando que não conseguem executar tarefas ou desistindo de usar o aplicativo, por não entenderem o que deve ser feito.

O Design de Interfaces assim como Front End, são duas áreas que trabalhando em conjunto tem que agir com extrema delicadeza e atenção, esses princípios acima irão ajudá-lo a fazer seu trabalho melhor e categoricamente mais rápido, porém se você decidir por quebrá-los, verifique se você tem uma boa razão para isso, pois pode acabar gerando mais retrabalho.

texto adaptado e traduzido de: 7 unbreakable laws of user interface design