Quer ser um designer internacional? Descubra o que pode fazer a diferença na sua carreira!

Na primeira edição do Aelacast, o nosso episódio piloto, nós fizemos uma conversa excelente sobre as oportunidades internacionais para os designers focados no mercado de produtos digitais. Separamos alguns insights desse papo que rolou entre eu, Felipe Melo, o Jônatas Vieira e o Matheus Santos.

Nós falamos sobre as nossas experiências e trampos com clientes na República Tcheca, Irlanda, Reino Unido, Canadá, além de trabalhos remotos que realizamos para esses clientes estando aqui no Brasil. Dá uma olhada nos principais destaques da nossa conversa.

Dica número 1: Pare de sonhar apenas com um país

Não adianta você reclamar e dizer que você não tem grana para viajar, que você não tem cidadania europeia (se tem, ótimo, arrume as suas malas!) ou que os processos de imigração dos Estados Unidos e Canadá são muito complicados. A verdade é que é possível sim conseguir trampos incríveis em vários países da Europa. Também é possível conseguir clientes internacionais e começar a ganhar em Euro, Dólar e viver como um nômade.

Abra os seus horizontes, comece a estudar os mercados internacionais, avaliar os seus custos, traduzir o seu portfólio. Eu, por exemplo, passei um bom tempo focado no Canadá, gastei uma grana com consultores e de repente surgiu a ideia de ir estudar inglês na Irlanda. Na época o meu inglês era bem fraco, eu tinha clientes no Brasil para quem eu continuava prestando serviços e acabei me apaixonando pela Europa. Hoje estou trabalhando com visto na República Tcheca.

https://www.instagram.com/felipemeloguimaraes/

Dica número 2: A diversidade cultural vai surpreender você — muito!

Prepare-se para dar de cara com equipes que tem pessoas de lugares do mundo todo, para conhecer produtos e empresas que jamais existiriam no Brasil, e claro, para conhecer tecnologias que por aqui ainda estão engatinhando. A parte boa disso tudo é que como nas terras tupiniquins, nós somos acostumados a matar um leão por dia, para o mercado internacional a versatilidade e a agilidade do brasileiro são muito bem vistas.

https://www.instagram.com/felipemeloguimaraes/

É claro que existem sim clientes sacanas, que enrolam para pagar, entre outros problemas, mas em uma escala MUITO menor. Em geral, as empresas são mais justas e trabalha-se menos horas (nada de fechar 10, 12 horas por dia, a não ser que você realmente queira). É importante que você seja comprometido, disciplinado e cumpra com a sua palavra. Se o você combinou um determinado prazo para entrega de uma tarefa, esse prazo provavelmente será aceito, mas você tem que cumprir a sua palavra.

Dica número 3: Paciência e persistência fazem a diferença sim

Tem muita gente que nós conhecemos que está deslanchando carreira internacional, criando um portfólio incrível e participando de projetos extremamente inovadores. Mas pode ter certeza que ninguém caiu de paraquedas onde está, e isso certamente não irá acontecer com você.

Trace os seus objetivos de carreira, pense onde você quer estar — e quando. Uma excelente dica dada pelo Jônatas nesse podcast é sobre a empresa TopTal, que emprega trabalhadores remotos do mercado digital no mundo inteiro. O processo seletivo não é fácil, tem várias etapas de entrevistas, mas pode ser uma excelente oportunidade para começar a internacionalização da sua carreira.

Além disso, provavelmente outras pessoas já disseram isso para você, mas você tem que “enfiar a cara” no inglês. Mesmo que você já tenha um nível bom de inglês, o nosso conselho aqui é que você passe a beber, comer e dormir nessa língua, quanto mais, melhor. Isso vai fazer muita diferença. Não tenha vergonha do seu sotaque, pois no ambiente extremamente diversificado — principalmente da Europa -, isso é o de menos!

Dica número 4: gaste um bom tempo no seu portfólio

Essa dica vai parecer meio óbvia, mas nunca é demais frisar a importância de um portfólio atualizado, organizado e é claro: em inglês. Se você já tem o seu portfólio montado e atualizado, peça a ajuda de alguém que tenha domínio no inglês para verificar se há algum erro. Além disso, interaja e seja ativo nas comunidades profissionais como Behance e LinkedIn, leia os comentários, responda, comente, leia artigos e compartilhe.

Mas você vai parar aqui e me dizer “cara, eu não tenho trampos muito bons no meu portfólio”. Faça o seguinte: pegue os seus finais de semana ou seu tempo livre e crie projetos fictícios! Proponha uma nova interface para um aplicativo que já existe, por exemplo Twitter ou Spotify. Nesse episódio do Aelacast nós comentamos sobre um conhecido que fez isso e foi convidado para trabalhar no Vale do Silício! Se você trabalha com programação, foque também no compartilhamento nas comunidades da sua área e invista no seu GitHub.

https://www.podbean.com/media/share/pb-j3zw5-6810b7

Tá vendo? Não tem mais desculpas para você ficar sentado aí apenas sonhando com a sua carreira internacional. Ouça este episódio completo do Aelacast e saiba de mais dicas sobre o mercado internacional.