Vale a pena trabalhar para uma startup?

Quem está de olho no cenário de inovação envolvendo design, UX, UI e programação, tanto no Brasil quanto no exterior sabe muito bem que essa inovação certamente passa pelas startups. Para quem ainda não tem experiência trabalhando neste tipo de empresas, o terceiro episódio do Aelacast certamente pode trazer uma luz se você ainda tem aquela dúvida: será que vale a pena trabalhar para uma startup?

Eu, Felipe Melo, o Jônatas Vieira e o Matheus Santos conversamos sobre as vantagens e desvantagens de trabalhar com startups, com base nas nossas experiências no Brasil e no exterior. Dá uma olhada nos principais pontos que destacamos dessa conversa.

Você precisa ter o perfil!

Sim, existe um perfil de pessoas que se dão bem nas startups. São profissionais extremamente proativos e agilizados. No exterior, fala-se muito em “fast-paced environment”, ou seja, quando você ver essas palavrinhas em uma vaga, saiba que se trata de um ambiente corporativo com ritmo acelerado, cheio de pressões, desafios e correria.

A proatividade é importante, porque geralmente, no ramo de startups, não é todo mundo que tem paciência e tempo para ficar ensinando, pegando pela mão e microgerenciando cada novo funcionário da equipe. O ritmo é intenso, e você meio que tem que se virar. E tudo bem se você perceber que não quer trabalhar dessa forma, pois entrar no ramo com um perfil que não se encaixa pode ser bem frustrante.

Pense em carreira, não em salário

Esse “mandamento” é algo muito importante quando você estiver a ponto de largar um trampo estável para se jogar em uma startup: não pense no salário, pense na carreira. Porque a variável que sempre vai existir quando se trabalha em uma startup é a instabilidade. Hoje a empresa pode ter recebido um aporte grande, mas daqui 6 meses a realidade pode ser outra e ela pode fechar as portas. Você vai precisar ter muito sangue frio para aguentar a instabilidade.

Entretanto, em termos de carreira, é um salto incrível! Você vai ter a oportunidade de trabalhar em um produto desde a concepção até o lançamento, vai ampliar a sua visão de negócios e vai engrossar a sua veia empreendedora.

Dificilmente você encontrará um “Unicórnio”

Uma startup que teve um salto de investimento e se tornou uma empresa avaliada em mais de um bilhão de dólares, o “Unicórnio”, dificilmente passará pelo seu caminho. Mas não é por isso que ter uma experiência em uma startup pequena não vale nada. Além de ampliar a sua visão de negócios e produto, trabalhar em startups de determinada região ou setor pode abrir portas para outras experiências e vôos mais altos. É importante que mesmo que você tenha trabalhado por pouco tempo nessa startup, que você consiga demonstrar em seu currículo e portfólio que o seu trabalho lá foi útil, que foi uma experiência rica para ambas as partes.

Além da vantagem de trabalhar com inovação, com produtos que podem mudar o futuro da sociedade, o ambiente corporativo das startups é diferente e disruptivo. Em contraponto ao ritmo acelerado, você pode trabalhar em escritórios descolados, com ambiente mais flexível e despojado.

Pesquise e procure entender o produto da startup

Se você está interessado em entrar para a equipe de uma startup, é claro que você vai precisar entender e pesquisar sobre o produto que ela vai trazer ao mercado. Será que esse produto terá futuro? É um produto que você usaria? É importante que você analise bem o produto de forma crítica antes de entrar de cabeça no projeto. Pesquise o mercado e fique de olho nas tendências do momento no ramo em que a startup está tentando se inserir.

Dependendo do tipo do produto que a startup criar, depois do lançamento o trabalho tende a ficar um pouco mais monótono. Se você realmente gosta de ação e sempre trabalhar com coisas novas, focar em agências de desenvolvimento de produtos pode ser uma excelente alternativa, pois são diferentes produtos a serem desenvolvidos sempre, e alguns podem se tornar cases de sucesso enormes.

Como realmente se inserir na área de startups?

Se você está decidido a ir atrás de uma vaga no ramo das startups, seja no seu Brasil ou no exterior, nós temos algumas dicas para você iniciar o seu caminho.

Primeiro, faça um cadastro no site Angelist, é uma espécie de LinkedIn das startups. É através desse site que elas divulgam seus produtos, suas rodadas de investimento e também suas vagas. Aliás, há muitas oportunidades de trabalho freelance e remoto, além de algumas posições com equities bem convidativos. Nesse site também é possível analisar as tendências, quais são as tecnologias do momento e quais são as habilidades e perfis de profissionais mais requisitados.

A segunda dica é que você leia os livros “Lean Startup”, que está disponível em português com o nome “Startup Enxuta”, do Eric Ries, que deveria ser a verdadeira bíblia de todos os que estão no meio; e “Lean UX: Applying Lean Principles to Improve User Experience”, do Jeff Gothelf e Josh Seiden (esse só em inglês), focado no método de trabalho ágil para User Experience Design.

E aí, você gostou da ideia de trabalhar em uma startup? Ouça o episódio completo do Aelacast!

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