Star Wars: Que a Força (da Marca) Esteja com Você

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Para entender porque os ovos de páscoa de Star Wars foram uma febre nós precisamos viajar no tempo para a galáxia muito distante de 1977. Existem muitos anos que marcam o nascimento de pessoas importantes, mas são poucos os que marcam o nascimento de um universo.

Star Wars: Uma Nova Esperança marcou o início de uma das maiores sagas que o cinema já viu. Foi a primeira vez que Léia, Luke, Han, Chewie, Obi-Wan, R2D2, C3PO e Darth Vader, que talvez seja o vilão mais popular do planeta, se reuniram. E que reunião foi aquela. Star Wars: O Império Contra-Ataca (1980) e Star Wars: O Retorno de Jedi (1983) vieram para coroar o que todo mundo já sabia: aquele universo era algo memorável que iria durar por muitos anos, atravessando incontáveis gerações de pais loucos para apresentar uma nova galáxia aos seus filhos (mesmo que fossem recém-nascidos).

Os filmes surgiram numa época em que o conteúdo nerd/geek não era tão forte quanto hoje, mas ele não conquistou apenas esse público.

Star Wars conquistou as massas. Star Wars conquistou o mundo.

As pessoas que lotaram as salas de cinema naqueles primeiros dias talvez não soubessem, mas elas estavam presenciando a história acontecendo. Quase 40 anos depois a marca continua tão forte quanto sempre foi, mas esse mérito não é só dos filmes.

A Força é forte nessa marca.

Se não foi o primeiro filme a fazer isso, foi com certeza o primeiro case de sucesso. O fato é que Star Wars foi um ótimo exemplo de como expandir seu universo. Ainda que de maneiras bem menos relevantes que os filmes, a marca seguiu criando conteúdo através de licenciamentos com a LucasFilm, que geraram milhares de novas perspectivas sobre o universo que George Lucas criou em 77. De uma forma mais geral, os fãs ficaram quase 20 anos sem conteúdo relevante além de quadrinhos e livros. Mesmo assim, quando Star Wars: A Ameaça Fantasma estreiou, lá estavam todas as gerações de pais e filhos que compartilharam por anos uma paixão.

Durante todo esse tempo, a marca (que permanece a mesma até hoje, apenas com leves atualizações) continuou presente na cultura popular através de produtos diversos. Hoje em dia, uma festa à fantasia não está completa sem uma referência aos Jedis.

Bonés, camisetas, miniaturas e muitos outros objetos transformaram a marca num símbolo. Não é de se surpreender então que exista, hoje, um #StarWarsDay.

A primeira geração de fãs, aquela mesmo que lotou os cinemas, conheceu “Guerra nas Estrelas”, mas eu nasci no mundo de “Star Wars” porque a marca passou por um alinhamento global na década de 90 e adotou o nome único em todos os cantos do planeta.
Star Wars não deu sorte. A saga só fez algo que todas as empresas deveriam (e começaram) a fazer: contar uma boa história.

No planejamento das marcas as histórias são fundamentais. Não por serem apenas bem contadas, mas pelo poder que elas tem de conectar pessoas. A saga não conectou apenas amigos próximos, ela conectou todo o mundo.

Hoje em dia, a chance de esbarrar com alguém usando uma camisa de Star Wars numa praia do Rio é a mesma de encontrar alguém assim no centro de Nova Iorque. E isso é lindo.

4 Lições de Marca de Star Wars

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#1 — Tenha uma presença forte na rede

Mais do que gerar conteúdo, é preciso dialogar com os fãs. A marca faz isso tão bem que apresenta hoje números impressionantes.

#2 — Estabeleça laços emocionais com seu público

Ao longo dos anos, Star Wars gerou um conteúdo que fez com que seus fãs se tornassem naturalmente embaixadores da marca, participando, inclusive, da geração de conteúdo. Você pode incentivar debates online, artes dos fãs ou memes, mas é preciso gerar conteúdo. Além de um site com muito informações em diferentes formatos, a saga ainda produz conteúdo nos seguintes formatos:

  • Jogos e Aplicativos
  • Eventos
  • Programas de TV
  • Organização de fãs (Conselho Jedi do Rio de Janeiro)
  • Blogs
  • Podcasts

Além de centenas de hashtags temáticas em diversas mídias.

#3 — Faça um conteúdo capaz de gerar memes

Parece até piada e é mesmo. Quando não são pejorativos, memes são ótimos para o marketing por serem, naturalmente, uma forma de viral. Eles atraem tráfego, curtidas e pessoas falando sobre a sua marca.

#4 — Use pessoas que sejam geradores de conteúdo

As vezes é preciso trabalhar lado a lado com pessoas que podem alavancar o seu negócio. É sempre bom lembrar que essas pessoas precisam estar relacionadas ao que você faz, para não correr o risco de outro caso Sandy/Devassa. Star Wars fez isso muito bem quando se uniu às seguintes pessoas:

  • Daft Punk
  • Seth MacFarlane, criador de Family Guy
  • Matt Stone e Trey Park, criadores do South Park

Além disso, a marca ainda se uniu a outras grandes empresas, como: Lego, Vans, Angry Birds e até ao rapper 50 Cent.

A verdade é que todas as empresas tem muito a aprender com Star Wars. Ninguém é tão fiel a um desodorante ou um shampoo quanto os fãs são da série. A marca já era grande mas ano passado ficou ainda maior.

Sai George Lucas. Que entre o Mickey.

É possível que as gerações futuras pensem que a saga só se tornou grande na era Disney, mas isso não é, nem de longe, verdade. A empresa do Mickey não é boba e jamais iria investir em um empreendimento incerto. A marca já era gigante e esse acontecimento foi ótimo porque tem poder de torná-la colossal.

Existe uma lição que você aprende cedo nas faculdades de publicidade, tão importante quanto “faça amizades”. Eis a verdade suprema: Se existe uma empresa que sabe vender alguma coisa, essa empresa é a Disney.

Hoje em dia a Disney tem vários planos para expandir ainda mais o universo, como: jogos, filmes spin-off, séries de TV e um aumento significativo da presença de Star Wars nos parques da empresa. Como fã de longa data da série, só tem uma coisa que eu posso dizer sobre isso tudo:

Que a Força esteja, mais do que nunca, conosco.

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