Arte da Rua

por Eliza Santana, Igor Lessa e Matheus Steinmetz

O grafite é um tipo de manifestação artística e cultural que ocorre em espaços públicos. Desde o Império Romano (476 a.C. até 1453 d.C.) existem relatos e vestígios da arte. Entretanto, o grafite começou a surgir com força, como conhecemos hoje, na Idade Contemporânea, na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. No início, se resumia a alguns jovens deixando suas marcas nas paredes da cidade. Logo, essas marcar evoluíram com técnicas e desenhos.

A arte do grafite está ligada diretamente à vários movimentos. O Hip Hop e o Rap são alguns dos deles. Com a finalidade de expressar a opressão que alguns sofrem, e, principalmente, como forma de resistência dos menos favorecidos, o grafite reflete a realidade das ruas. Aqui no Brasil, o grafite foi introduzido no final da década de 70, em São Paulo. Os brasileiros acrescentaram algumas características à arte, dando um toque brasileiro. O nosso estilo é muito bem reconhecido, considerado um dos melhores do mundo.

Os principais termos e gírias usados na área:

Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo. Tag: é a assinatura de grafiteiro.
 Toy: é o grafiteiro iniciante.
 Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

Conheça alguns artistas brasileiros:

Os gêmeos: Gustavo e Otávio Pandolfo são referência no grafite não só no Brasil, como no mundo. Eles abordam temas como família e mazelas sociais. Começaram em 1986 quando tinham apenas 12 anos. Hoje, seus grafites estão espalhados por cidades dos EUA, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Cuba, entre outros.

Kobra: Eduardo começou a sua carreia com apenas 11 anos de idade na periferia de São Paulo. O artista ganha destaque pelo realismo e pelas cores em suas obras. Sua ligação com o passado fez com que surgisse o projeto “Muro de Memórias”, que busca transformar a paisagem urbana com referências do passado. Seus trabalhos também podem ser localizados em cidades como Nova Iorque, Londres, Lyon, Atenas, Miami e Los Angeles.

Crânio: O paulista Fábio de Oliveira, mais conhecido como Crânio, tem como marca da sua arte, elementos da cultura brasileira, com certos toques que incitam a reflexão.

Cadumen: Cadu Mendonça enfeita a cidade de São Paulo com os seus grafites étnicos e cheios de cor, com formas e grafismos que criam uma imagem só.

Nunca: O artista Francisco resolveu adquirir esse nome porque ele explica que o lema de qualquer artista é dizer nunca às limitações culturais e mentais. A sua arte tem uma característica que remete à improvisação, sem se utilizar de cálculos e proporções como base. Suas obras estão presentes no Brasil e em toda a Europa.

ECO: Marcelo Eco tem como marca seu personagem de “queixo pontudo” com traços rápidos e longilíneos. É normal encontrar seu personagem em grande parte do Rio de Janeiro, os corpos pelo efeito tridimensional, parecem mergulhar entrando e saindo das paredes. Suas obras estão presentes em grande parte da Europa, na Argentina, no Rio de Janeiro e São Paulo.

Conheça também, a história do grafiteiro e tatuador, Alexandre lima:

Em uma tarde de céu nublado, o grafiteiro e tatuador Alexandre Lima resolveu fazer um desenho em um buraco no asfalto, em Cordovil. Na parede, um anúncio de cartomante, que cobria um antigo desenho do autor.

Lima começou desenhando na escola e seu talento sempre foi reconhecido, até que decidiu pintar paredes nas ruas (legalmente, claro), para dar mais alegria e cor à vida das pessoas que passassem através de suas obras. O paulista Fábio de Oliveira, mais conhecido como Crânio, tem como marca da sua arte os elementos da cultura brasileira.

Hoje em dia, Alexandre trabalha integralmente em um estúdio de tatuagem, diz ele que a transição foi um pouco complicado, pois “a pistola treme um pouco e você precisa sempre ser retilínio, para não cometer erros na pele das pessoas e no grafite, e precisa apenas apertar a tampinha da lata de spray!”