O exercício da cidadania

Foto: Kaique Rocha

Diante dos atuais debates e acontecimentos políticos, levantar esse tema e colocá-lo em discussão era apenas uma questão de tempo. O grande problema, como já vimos anteriormente, não está no assunto discutido, e sim na forma com que ele é discutido. Será que as informações que recebemos estão realmente indo de encontro à verdade? É muita informação e pouca sabedoria. TV, internet, rádio, outdoor, panfletos etc.

Com o avanço da tecnologia, principalmente da internet, qualquer pessoa pode se tornar autor de uma historia (mesmo que a historia não seja propriamente dele). Notícias falsas e sem fontes confiáveis são divulgadas o tempo todo. Meios de comunicação usam de seu poder para influenciar e, muitas vezes, enganar seu público. Infelizmente, essa é uma prática muito comum dentro do meio político.

Entender o que está sendo falado e interpretar o discurso alheio é papel fundamental do cidadão. É essa interpretação que formará a consciência do próximo e que vai fazer com que tomemos nossa decisão. Na política, essa consciência é de vital importância, pois, é a partir dela, que estaremos exercendo nosso papel de cidadãos.

É importante lembrar que o nosso circulo social, nossa opinião e nossa preferência vão estar sempre ligados entre si. E que, quando não é assim, surgem os atos de intolerância e preconceito. Exclusão e extremismo podem vir disfarçados de opinião e liberdade de expressão. E aqui fica ainda mais claro o papel importantíssimo das interpretações dos discursos alheios.

Precisamos nos ater aos fatos. Precisamos ficar atentos à veracidade das informações. Precisamos de mais interpretação de discursos. Precisamos de mais consciência ao compartilhar alguma noticia. É nosso dever sermos responsáveis. É nosso dever cavar um poço e ir até a origem dos fatos. Vamos stalkear nossas notícias, nossos noticiários e nossos noticiadores. Vamos shippar os fatos com as verdades. Vamos lacrar, manas.