O vício da fé

(ou realidades inteligíveis)

no que diz respeito à religião, nasci atóa. dentro de uma família sem fé especifica, mas de um senso comum bastante aguçado (amém). cabe dizer que meu nome (mesmo sem batismo), é produto da crença desregulada em um Deus piedoso e de um sistema público de saúde precário. nasci, e o ciclo fatídico da vida me tornou cristã (amém). minha fé, é que nunca foi lá de ser beatificada, nem podia, já que católica, não era. não atóa, porém, minha crença se desgastou. fui ficando meio lúcida, meio cética e decidi que Deus não existia, não podia. seu livro, era meio machista, meio opressor, demasiado humano.

“e então?”. “não sei, Deus podia existir, ou não”. eu também, descobri, era demasiado humana. embora de resto, fosse meio a meio. “é comum, que o ser humano não desista da fé, há algo de divino em nossas ambições; perfeição e eternidade” (amém). “é aqui, Doutor, que as coisas ficaram um pouco confusas”. acho que no fim, me tornei também meio socrática. “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”. “e como está indo até agora?” “é ainda mais difícil, acho que no final, acabo desistindo de mim e viro crente de novo” (amém).

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