Tereza Stange Jacob: hortaliças em Santa Maria é com ela


“Acredito que atrás de grandes homens existam grandes mulheres, e atrás de grandes cooperativas existam empreendedoras cooperativistas que estão se destacando na produção agrícola e na organização familiar, consideradas mulheres guerreiras”, afirma Idésia Flegler Braun, gerente de Projetos Sociais da Coopeavi.

Com 66 anos, dona Tereza é responsável pelo seu próprio negócio há 14 anos.

Com passar dos anos as mulheres ganham cada vez mais visibilidade e importância no cenário econômico. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 44% da população ativa economicamente no Brasil são do sexo feminino.

A população mundial também passa a reconhecer, de forma gradativa, o poder de representatividade delas. Pelo menos 12 mulheres foram eleitas, nos último anos, e governam seus países. Na América Latina são quatro: Cristina Kirchner (Argentina), Dilma Rousseff (Brasil), Michelle Bachelet (Chile) e a Laura Chinchilla (Costa Rica).

No interior não é diferente, apesar de aparecerem pouco nas estatísticas, as mulheres têm um papel fundamental para fazer o agronegócio girar. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) elegeu 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar. Essas pequenas propriedades, em diversos casos, são comandadas pelas mulheres.

Com o passar do tempo tornou-se referência em verdura “fresquinha” em toda a região.

Esse é o caso de Tereza Stange Jacob. Sócia da Coopeavi desde 2008, ela produz e comercializa hortaliças. Com 66 anos, dona Tereza é responsável pelos seus negócios há 14 anos. Com o passar do tempo tornou-se referência em verdura “fresquinha” em toda a região. Pode-se encontrar sua produção nos supermercados de cidades como Aracruz, Fundão, João Neiva e Santa Maria de Jetibá.

Para alcançar o padrão desejado pelos consumidores, dona Tereza trabalha duro desde os 19 anos no cultivo de folhagens e chás. Sua capacidade de organização elevou a qualidade da sua produção e a logística para atender toda essa demanda.

Pés de couve no quintal de sua casa, em São Luís (Santa Maria de Jetibá)
Quando começamos fizemos um trabalho para padronizar os pesos e a qualidade dos produtos”, conta dona Tereza, que faz uma seleção dos frutos e folhagem antes de enviá-los para os supermercados.

Ela comercializa uma gama diversificada de produtos, como abóbora, alface, almeirão, camomila, cebolinha, coentro, couve, erva doce, hortelã, inhame, manjericão, repolho, salsa, tomate entre outros.

Além das vendas por encomenda, ela vende diretamente para quem chegar na sua casa. O sorriso constante no rosto e a simpatia contribuem para o seu sucesso. O seu carinho no atendimento cativa seus clientes.

Mãe de quatro filhas (Mônica, Solange, Gerusa e Santusa), ela conta com o apoio da família para desempenhar as atividades diárias. Uma de suas filhas (Solange) deixou suas atividades de professora para ajudá-la na administração dos negócios da família. Devido a demanda crescente e falta de mão de obra, atualmente ela compra de outros produtores para atender a todos os pedidos.

Devido sua dedicação, a Coopeavi indicou dona Tereza para concorrer ao Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, em 2013. “Quando chegou a indicação aqui, minhas filhas se juntaram e escreveram a carta para o Sebrae”, relata.
“Acredito que atrás de grandes homens existam grandes mulheres, e atrás de grandes cooperativas existam empreendedoras cooperativistas que estão se destacando na produção agrícola e na organização familiar, consideradas mulheres guerreiras”, afirma Idésia Flegler Braun, gerente de Projetos Sociais da Coopeavi.

Esse avanço do papel das mulheres dentro da economia é fundamental para aumentar o nível de bem-estar, saúde, justiça social e reduzir os índices de pobreza, desigualdade de gênero, social e racial. A igualdade de oportunidade é um motor para construção de novos horizontes.

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