Ordem e desordem nas empresas

Para que haja organização, é preciso interações. Para que haja interações é preciso encontro, para que haja encontro é preciso desordem (agitação, turbulência) — Edgar Morin

Ordem

O gerente de uma empresa que utiliza gestão tradicional busca manter o equilíbrio entre as pessoas, os processos e os recursos para alcançar a produtividade (eficiência) máxima — como se a empresa fosse uma máquina.

Desordem

Uma equipe de uma empresa que está organizada para a complexidade busca o desequilíbrio para favorecer a aprendizagem e criar inovações (eficácia) — como se a empresa fosse um ser vivo que se adapta ao ambiente para sobreviver e prosperar.

Ordem

O modelo de gestão tradicional busca estabilidade, a “zona de conforto” para os empregados, a "zona de poder" para os gestores e retorno financeiro planejado para os acionistas. Para isso precisam de processos rígidos, planos de carreiras, gestão dirigida por planos e comando-e-controle.

Desordem

Os novos modelos de gestão buscam a melhoria contínua, adaptação à realidade e inovação. Também favorecem o aprendizado e vêem as pessoas como essenciais para o negócio. Como consequência, obtêm retorno financeiro superior. Para isso precisam de coragem para cometer erros, propósito e objetivos claros, gestão dirigida por valor e autonomia-e-colaboração.


Para entender a importância do trabalho em equipe, repensar o modelo de gestão tradicional e lidar com a complexidade inerente ao mercado, recomendo a leitura do livro do Manoel Pimentel e Rafael Nascimento: https://leanpub.com/o-pequeno-livro-branco-das-equipes