Vamos acabar com os chefes e a nova hierarquia

“Vamos acabar com os chefes” e “A nova hierarquia” foram os títulos das matérias de capa das revistas Você S/A e Você RH do mês de abril de 2014.


Na matéria “Vamos acabar com os chefes” são apresentadas práticas para ‘revolucionar’ o ambiente de trabalho. Dentre elas estão: aprovação de novos contratados pela equipe, home office e happy hour na própria empresa.

Já na matéria “A nova hierarquia” a revista fala da predominância do trabalho criativo no mundo e da importância do trabalhador do conhecimento. Cita ainda o case da Zappos (que adotou a holocracia, eliminando todos os cargos e a hierarquia da empresa), propõe liderança no lugar da chefia, fala de decisões em equipe e do empoderamento dos empregados.

Vejo essas duas matérias como um passo importante para disseminar essa perspectiva de gestão empresarial para um grande número de pessoas. Pelo menos agora uma boa parte das pessoas vão acreditar nas coisas que fazemos na Webgoal e no nosso modelo de gestão.

Por outro lado, é só o primeiro passo.

Decidir onde, como e com quem trabalhar deve ser uma prerrogativa das pessoas para realizarem o seu trabalho. Ser feliz no trabalho é uma condição essencial para que o trabalhador do conhecimento possa inovar (uma mente triste e estressada dificilmente cria inovações).

Ter liberdade, autonomia para decidir, objetivos para guiar e um propósito claro que justifique o trabalho a ser feito é a base para dispensarmos as relações de poder e a hierarquia nas empresas.

Transparência e acesso a todas as informações da empresa (inclusive as financeiras) é determinante para criar senso de responsabilidade e engajamento das pessoas. Devemos criar relações de confiança ao invés de mecanismos de punição.

Para fazer tudo isso funcionar junto devemos ainda priorizar o trabalho coletivo, formar profissionais multi-disciplinares, abolir a avaliação de desempenho individual e favorecer o feedback entre as pessoas para que todos possam melhorar naquilo que interessa para cada um.

Não devemos acabar com os chefes, mas sim perceber que esse modelo de gestão baseado em comando e controle não funciona para o contexto atual. Não queremos também uma nova hierarquia, mas abolir com as hierarquias artificiais e assumir a liderança situacional.

As práticas tradicionais de gestão foram criadas para resolver os problemas mais complicados de uma empresa, tornando-os simples e criando soluções padronizadas baseadas em regras. Entretanto, os problemas mais importantes de gestão numa empresa não são do tipo complicado, e sim complexos. Assim, precisamos de uma nova abordagem de gestão que seja baseada em pessoas e não em ferramentas e processos.

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