Destino: Israel

Para descendente, Israel é mais seguro que o Brasil.

Manuela Vilela, judia de descendência israelense, em Jerusalém, Israel.

A disputa pela Faixa de Gaza entre israelenses e palestinos se intensificou nos últimos meses. O que para muitos seria motivo para desmarcar uma eventual viagem para a região não intimidou Manuela Vilela, uma maringaense de 20 anos com viagem marcada para Israel. Judia de descendência israelense, ela nos contou um pouco da história de sua família, do que ela pensa sobre os conflitos no Oriente Médio e as expectativas para a viagem, que fará com sua mãe.

Manuela nem sempre soube de sua descendência. Nem sua mãe, Cristiane, que durante algum tempo conviveu, sem entender muito bem o motivo, com o ódio da avó de Manuela em relação ao povo judeu. Manuela nos conta que isso despertou o interesse da sua mãe, que resolveu investigar as origens dessa aversão. Ela descobriu que seus avós foram mortos por antissemitas e que sua mãe, avó de Manuela, foi obrigada a fugir para Portugal e negar a descendência judia para não sofrer discriminação. Das revelações sobre o passado veio o interesse, a admiração e o respeito pelos antepassados, sentimentos que Manuela cultiva vivamente.

“A mulher, para eles (judeus), é tudo. É ela quem dá à luz, então ela é sagrada, a descendência passa pela mulher”, relata Manuela ao explicar como a tradição se conservou até chegar à sua geração.

Perguntada sobre o que pensa a respeito dos conflitos recentes na região, Manuela se mostra confiante e protegida. Ela diz que o povo israelense vive em um lugar onde a qualquer momento pode estourar uma guerra, então eles são muito bem preparados e contam com tecnologia de ponta para destruir mísseis que estejam se aproximando, como a Cúpula de Ferro, um avançado sistema de defesa antiaérea que já interceptou vários mísseis palestinos.

Ainda sobre o conflito, ela criticou a atuação da mídia na cobertura desses eventos. “Israel não ataca, mas é como se alguém te batesse e você não reagisse. Chega uma hora que você se irrita e quer proteger a sua nação, os seus filhos. O que eu acho que é mais do que certo, você proteger o seu estado. Todos acham que é por religião, mas eles brigam mesmo por política. A televisão mostra o que a favorece”, acredita.

Outra questão levantada pela entrevistada é a amizade entre árabes e israelenses: “Essa história de que eles se odeiam é mentira, eles se respeitam muito”, afirma

Medo? Ela não tem. Bastante religiosa, estar em Israel fortalece sua fé. É a quinta vez que ela visitará o país e em todas se sentiu segura. “Lá é outro mundo, é fora da realidade. Eu me sinto muito mais segura lá do que aqui no Brasil dentro de minha própria casa”.

https://www.youtube.com/watch?v=V2xv05BYza0

Escrito por Beatriz Castells
Produção hipermídia e interatividade Camila Kadowaki, André Neri


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