De volta ao Dólar sete dias depois…

Diferente do processo de substituição da moeda local que ocorreu no Equador, o Dólar estadunidense é a moeda oficial do Panamá desde sua independência, em 1903. Por outro lado, exatamente como acontece no país sul-americano, existe, ao menos oficialmente, uma moeda nacional conhecida como Balboa.

Os preços são sempre expressos em Balboa com paridade de um para um com o Dólar dos Estados Unidos e fiquei sabendo que os contratos também utilizam o nome da moeda oficial.

Mas, no dia-a-dia, o que se vê são cédulas de Dólar estadunidense e moedas das duas nações circulando conjuntamente. E como no Equador, as moedas são idênticas em tamanho e valor a suas pares nos Estados Unidos.

No Equador, às vésperas da dolarização um vulcão próximo de Quito ameaçou entrar em erupção, cuspindo fumaça e assustando as pessoas. Dizem os locais que se tratava de um sinal dos deuses. Um mau presságio. Mas os políticos não deram ouvidos às mensagens divinas e a economia foi dolarizada.

Histórias curiosas, é claro, também não faltam no Panamá. Em 1941 o presidente Arnulfo Arias mandou emitir cédulas de Balboa. Dias depois, quando Ricardo Adolfo de la Guardia Arango assumiu o poder após um golpe de Estado, mandou recolher as cédulas, que ficaram conhecidas como as Notas de Sete Dias de Arias.

Porém, apesar da dolarização, há uma enorme diferença em relação a economia do Equador. O Panamá parece ser muito mais aberto e há produtos de toda parte do mundo nas prateleiras dos supermercados e lojas. Os preços também são bastante atraentes. Em alguns casos bem parecidos com os praticados nos EUA.


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