Passarinho
Minh’ alma está reacendendo isso me dá medo de novamente cair em desesperança, mas ao mesmo tempo ela grita pedindo socorro e alento.
Em meio as reflexões acumuladas e levadas a nada ou as vezes até tão longe ao ponto de serem inalcançadas.
A mente vagueia por lugares inescrutáveis, nem mesmo o melhor produtor de cinema seria capaz de montar cenários que nossa alma perscruta de maneira inexplicável e tenebrosa.

Relacionamentos desejo, arrepiam a espinha dorsal. Experiências do passado apesar de muito aprendizado estagnam e acomodam o mundo particular, mundo esse grande demais para não compartilhar.
Compartilhar envolve um preço, amor, paciência, benignidade e muita maturidade. Palavra pequena e com um fio de corte decepador.
Jesus causa um estado de êxtase, ao analisar em como ele desenvolvia seus relacionamentos. Um passáro aleatório e na cabeça dos discípulos Jesus era exatamente isso. Até que eles tivessem a revelação do espirito, com isso quero dizer que não é qualquer um que consegue captar o que digo. Porque a minha linguagem e minha visão não condiz com todo mundo. Sabendo disso aprendi a lidar com a ausência de compreensão. Por vezes tive pessoas me ouvindo, mas longe de entenderem com maestria as loucuras do meu mundo particular.
É extremamente agonizante ver a superficialidade do ser humano, um desperdício de talento, cérebro, físico um desperdício de vida na verdade ausência de vida. Viver e existir são coisas distintas, viver envolve razão, sentimento, fé envolve ser e hoje poucos são.
Ser o que? Não sou apenas um amontoado de células presa a gravidade terrestre. Sou uma alma viajante, um pássaro invisível que percorre o vento de forma contraria. Já perdi penas, tive ferimentos já até cai e bati em qualquer coisa maior que uma pipa.
Ao mesmo tempo os ferimentos consumiam minha carne. Alguma coisa me aliviava como um dopante que me conduzia a loucura em que não havia mais dor, meus olhos fitavam as feridas. Mas elas não me afligiam, era uma realidade fora do meu próprio corpo. Uma fantasia, uma ficção perdida em algum lugar onde me abrigava de forma insegura, mas constante.
Até que ponto o ser sente? Até que ponto suportamos a ofensa contra nossa existência, a diminuição do dom da vida. Onde está você prazer? Onde escondes o conhecimento sobre a virtude da vida? Até que ponto minh’ alma gemerá pelo real motivo da existência.
Um certo asno citou “talvez o sentido da existência seja existir.” Você não merece a vida! Você que não vive, faz a fila do inferno aumentar declamando aos portões do calabouço sua mediocridade, sua insensatez gélida.
Seu sorriso vazio nada passa de corcovados ambulantes, seu andar terremotos que causam desordem na mãe natureza. Sua alma é negra, não vazia. Completa de maldade e toda sorte de crueldade.
Metáfora, analogia, peculiaridade, esquisitice tudo isso está dentro do meu mundo, mas eu sei expressar, racionalizar de forma grotesca vivo. E você?

