É nele!
O amor sempre foi e segue o meu tema predileto. Seja para a vida inteira, passageiro, repentino, o amor sempre surpreende.

Eu penso aqui, analiso ali, desenvolvo acolá e sempre acabo com a mesma conclusão — tudo é apenas uma questão de não se entregar.
Ele precisa ser vivenciado e entendido que no real não existe forma ou um modelo padrão, cada um tem as suas peculiaridades e emoções diferenciadas. Uma das ferramentas usada pelo amor em questão é o desejo que alimentamos um com o outro, as necessidades das ligações na madrugada, o bom dia às 7 horas da manhã, a flor enviada até o trabalho, o recadinho de “tudo bem” durante a tarde… e assim você vai criando a teia. Em muitas ocasiões isso pode até te surpreender, até os mais fortes, duros e inabaláveis pela “emoção” que esse amor todo causa se pega preso e vale dizer que bem amarrado a um único desejo insano de estar junto 24 horas.
Em sua soma isso acontece tipo ferrugem na roupa, mancha de tal forma que nem reza braba consegue tirar. Tu fica apenas entregue a uma nova plataforma sentimental, e as vezes te faz se perder, falar demais, abrir demais… Enfim, analisem, pensem se isso que tu acha que é amor é de fato um amor real, passageiro ou repentino.
Amor real — aquele que te faz sentir frio no estômago, sorriso frouxo quando o telefone toca, o desprendimento e confiança declarada.
Amor passageiro — aquele que veio tão fácil que tu percebe no dia seguinte que ele já tá até de passagem marcada. Nunca esquece, o que vem fácil geralmente acaba tão rápido quanto surgiu.
Amor repentino — esse é daquele que você treme até a mandíbula, tira teu sono, e te leva a um universo de unicórnios rosas. O velho “amor bandido”, te rouba a cena, as pernas, os pensamentos. Uma cachaça forte, estilo aquela pinga mineira, gostosa e perigosa, porque se não souber bem manter o controle ele te consome da cabeça aos pés.
E por fim amigos eis a única verdade, nem eu nem você irá conseguir medir, remediar ou evitar esse movimento popular.

