Peixes e Porcos

Começa a pelada.
Profissionalizada e com mais moral.
Pois os peladeiros levam uma bolada.
Entro na rede social.
Afinal,
agora o futebol também é virtual.
Descubro que o “professor” é filho de peixe.
E logo acho que ele vai aprontar.
Passa o tempo e aquela vantagem.
Não me parece tão boa assim.
Time acuado, com medo de fazer bobagem.
Não agride nem esquiva do estopim.
O craque ostentação, mostra simplicidade.
Lá se foi o primeiro tento.
Ingenuamente acreditei na reação.
Mas a sorte logo surge ao pastor boleiro.
E aquela que era vantagem.
Torna-se algoz do time de primeira viagem.
Antes do apito, o filho de peixe aparece.
Ah eu sabia!!
Lá se foi o marrentinho e o correria.
Duvidoso, lamentável, discutível.
Mas sem choro nem vela.
Acaba o primeiro ato.
No tempo final.
Time renovado, outra postura.
Agora sim! Empolga, aperta e costura.
O mago resolve sair da cartola.
E o maestro rege a bola.
Não deu outra.
No erro acertado do chute lateral.
Alegria e esperança palestrina.
Mas a batalha vai chegando ao final.
E o filho de peixe de novo.
Manda um porquinho pra fora.
Ah eu sabia!!
Agora, com 9 o time segura.
Mas espera lá.
Tem uma falta pro maestro.
Aquele sentimento da semana passada.
Parece possível, vamos levar!!!
Mas espera lá.
A bandeira foi levantada.
Alegria sufocada.
Vai logo filho de peixe.
Manda esse apito final.
Penalidades de novo.
Haja coração.
Como diria a famigerado Galvão.
Pênalti é loteria!
O que me preocupa.
Já que a sorte tinha dados as caras.
E seu lado não era alviverde.
Hoje não teve milagre do sucessor do santo.
Nem precisou do pastor.
Levou o time de branco.
Mas saímos com algo de bom.
Aquele orgulho, aquele amor.
Restaurado e constituído em um novo tom.
Que como diria aquele senhor.
Somos torcida que canta e vibra.
De alegria no coração.
Obrigado peladeiros.
Ainda não estamos prontos.
Mas temos um caminho.
Não somente a saudade.
Dos tempos de academia e leiteria.
Quando tínhamos times de verdade.

Obrigado palestra!!!!

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