Foto de algum canto de SP

Sobre aceitar os novos rumos

Amália Gonçalves
Sep 2, 2018 · 2 min read

Faziam uns bons meses que eu havia travado com o meu trabalho, e me perguntava se o problema seria eu (como a maioria das vezes sempre foi), com o tempo fui percebendo que além de travar, não tinha mais conexão em fazer os ensaios que fazia e muito menos encontrava sentido para continuar.

Fotografar ensaios de nu, ou como a maioria dos fotógrafos gostam de chamar de “ensaio feminino” (nome que nunca me desceu, but deixarei isso para outro texto) e lá estava eu no meio dessa bagunça toda tentando fazer algo em que eu acreditava, aliás ainda acredito muito, mas não dessa forma e não por agora.

Em toda essa jornada, eu sempre estudei muito, sempre me preocupei em não cometer erros grosseiros com a construção da imagem feminina e acima de tudo a proporcionar a melhor experiência possível para as meninas que fotograva.

Eu sabia que o que estava errado era a forma e não eu mesma, pelo menos não dessa vez.

Fotografar nu sempre foi uma grande paixão, mostrar que é possível fazer algo em que a gente acredite e que ajude outra pessoa com suas questões de aceitação, autoestima e etc.

A questão é que muita coisa mudou em mim, minha forma de ver o mundo e o papel da mulher dentro dele.

A única coisa que me fazia continuar sempre foi a troca que existia em ouvir das pessoas o quanto o processo todo havia sido importante, e isso já não me motivava e nem bastava. Fiquei uns bons meses tentando entender o porquê diabos aquilo me incomodava tanto, até entender que não era mais aquele caminho que queria percorrer.

Mas como o tempo passa e ao longo disso a gente muda (ou não) tinha uma vozinha que ficava me martelando: “será que eu estou contruibuíndo para resumir a mulher em apenas um corpo?” Por mais que tenha me doído aceitar isso, hoje eu vejo que de certa forma sim, mesmo isso sendo totalmente o oposto do meu objetivo. Sendo feminista, eu jamais conseguiria seguir adiante com essa questão na minha cabeça.

Enfim, parando para pensar, o que gosto de fazer é fotografar pessoas, conhecer suas historias e proporcionar uma experiência única para cada uma delas. Vou me dedicar a retratos e qualquer outro segmento que eu goste no meio desse novo caminho, seguirei sem me cobrar tanto.

Quero escrever mais aqui e a conseguir organizar minha cabeça e ideias, espero que role. E espero que todo mundo entenda :)

Desculpe dos erros de português e a concordância estranha, aos poucos melhora. :)

Amaliag

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Amália Gonçalves

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