Esteatose hepática: o que é e como tratar?

ENTENDA COMO O EXCESSO DE GORDURA NO FÍGADO PODE CAUSAR MALES À SAÚDE

Esteatose hepática é o termo médico que indica a presença de gordura no fígado, que quando atinge um nível elevado pode prejudicar o funcionamento do órgão e a saúde. A condição não afeta uma faixa etária ou público específicos, podendo aparecer em quaisquer pessoas que apresentem os fatores de riscos para o acúmulo dessa gordura no órgão.

O fígado é um armazém natural da gordura do organismo, mas algumas doenças e hábitos tendem a facilitar o desenvolvimento da esteatose tais como obesidade, diabetes, colesterol elevado, desnutrição e certas medicações processadas pelo fígado, como corticoides e antirretrovirais. Pacientes etilistas também correm mais risco de apresentarem esteatose com complicações, e quanto mais fatores de risco uma pessoa tiver, mais rápida e agressivamente ocorre a deterioração do fígado.

Por não causar sintomas, a esteatose muitas vezes não é descoberta e tratada a tempo. Apesar de ter uma evolução lenta, quando há gordura em excesso e por muito tempo, as células do fígado podem ficar inflamadas, evoluindo para o que é chamado de esteato-hepatite.

Essa “hepatite gordurosa” preocupa bem mais os médicos, pois aproximadamente 20% desses pacientes acabam evoluindo para uma cirrose. Além da hepatite e da cirrose, a esteatose, se não revertida, pode evoluir até para doenças muito graves, como o de câncer no fígado.

O diagnóstico é habitualmente feito através do exame de ultrassom, bem como pela tomografia computadorizada e ressonância magnética. Exames de sangue são complementares, ajudando a descobrir a gravidade das alterações hepáticas e se há ou não uma hepatite associada. O controle, para saber da progressão do quadro, também é feita por ultrassom. Dependendo dos casos, o médico requer até mesmo uma biópsia de fígado.

A partir do diagnóstico, o principal objetivo é identificar e combater o fator que desencadeou o desenvolvimento da esteatose. Mudanças de estilo de vida, incluindo dieta adequada e prática de atividades físicas — mesmas mudanças recomendadas para o controle do diabetes e colesterol — são recomendadas. Com isso, os níveis de gordura no fígado geralmente são reduzidos ao normal e o paciente pode ser considerado “curado”.

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