Paris: a verdade da mentira.

Não posso deixar de dizer que Paris não é como se pinta. Sempre fui contra estereótipos, mas por alguma razão eles existem.

De facto, uma capital de um país europeu tão desenvolvido custa a acreditar que exista uma barreira linguística desta grandeza.

Os parisienses não falam inglês.

Não, não estou a referir-me a uma conversa fluente. Mas esperava que qualquer pessoa em Paris fosse capaz de dizer «Hi», «Hello», «Good morning» ou «Thank you».

Os parisienses recusam-se a dizer qualquer palavra numa língua que não seja a deles. Não são um povo que sorria, não são acolhedores e estão cercados por polícia de choque: armada, em carrinhas, a pé, de cavalo e de mota. Parece que um ataque terrorista está iminente.

Vim de Londres para sentir claustrofobia em Paris. Com um controlo de passaporte apertadíssimo no aeroporto (cerca de uma hora em comparação com os 5minutos em Gatwick). Tanto para entrar como para sair do país.

Apesar de todo o peso desse ambiente caótico, sujo, de confusão e imensa chuva, Paris foi fiel em muita coisa.

As fotos não enganam e quando as revejo percebo que a beleza da cidade ficou distorcida aos olhos de alguém que se sentiu desconfortável com o ambiente.

Paris é arte. E percebemos que entrar num museu em Paris é bastante difícil. As filas são aos quilómetros e como se já não bastasse a fila para entrar primeiro ainda existe a fila para comprar bilhete. Por isso se a ideia é ver um museu não vão a Paris de fugida. É pouco estonteante.

O brilho de Paris está por dentro e para fazer sightseeing o mais indicado será ir no verão para não levar com granizo na cabeça!

Andar de metro é relativamente barato mas complicado. Não gosto de comparar mas vou fazê-lo: o metro de Londres parece-me ser bastante mais organizado, as conexões são mais eficientes. Mas se pensarmos que um café pode custar até 10€ e uma viagem de metro são 1,90€, pode dizer-se que se paga justo pelo serviço.

Dos pontos mais marcantes desta viagem foram o Museu do Louvre, o topo do Arco do triunfo, a Sacre-coer e claro a Torre Eiffel.

Subimos ao Arco do triunfo gratuitamente apenas por termos menos de 25. O que foi inesperado e gratificante!

A sacre-coer é linda mais por fora do que por dentro, diga-se. Mas não é só impressionante à primeira vista como também oferece a vista para a cidade.

Rodeada de comércio local possui um funicular que mais parece o elevador que existe no miradouro de Lisboa para não terem de subir os 300 degraus. Nós subimos pela piada.

Tem ainda um comboio turístico que anda lá as voltinhas pela zona. É de facto uma zona que vale a pena visitar! É turístico mas está longe do ambiente que se vive perto do grand palais!

Resta-me agradecer ao Pedro por ser um excelente paparazzi. Graças a ele tenho excelentes fotografias e risos para recordar as cenas mais hilariantes que vivemos na capital francesa.

Somos uma team fantástica e espero que voltemos a viajar juntos para mais uma aventura do #modoboarding 🔝

Foi a viagem mais curta que já alguma vez tinha feito ✅ E foram também as 48h mais preenchidas que alguma vez tive.

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