
ONDE VOCÊ NÃO ESTOU
Agarrei teu rosto para que você me ouvisse e gritei em uma língua desconhecida e me assustei com o som da minha própria voz. Corri ao espelho para ver o que tinha acontecido. Ainda era eu e nunca mais seria.
Beijei teus olhos para que você ficasse cego. E o gosto das coisas que você viu amargaram a minha boca e você olhando o mar afogou minha garganta e encheu meus pulmões com uma vista que eu nunca veria. Mas se acaso chegasse um dia, de surpresa, reconheceria a praia e arranharia a areia com raiva como fazem as mulheres loucas do cinema.
Puxei tua camisa até que os botões explodissem para que teu peito me olhasse nos olhos e tua respiração aceitasse finalmente que não existe outro lugar. Nem os bares nem as pistas nem as camas nem as outras bucetas em que você entra sempre pensando em mim porque eu te mandei embora.
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