E aí, o que eu devo fazer? Fala você!

Essa é uma pergunta que eu tenho lidado frequentemente. Ela se repete e repete e repete. Nas várias cenas do cotidiano, nos diversos modos de existência e inclusive nas minhas orações. Nesses últimos dias ela tem ecoado mais itensa e aí, fui estudar um pouco mais sobre ela. Das vontades de Deus; a encoberta, a decretiva, a preceptiva. Essa primeira de longe não sei. Existe um conhecimento profundo de Deus e da sua vontade que realmente não sabemos. Tem também aquelas coisas que em Sua soberania Ele irá realizar, porém também desconhecemos, pelo menos por agora, a menos que Ele queira nos falar. E tem também Sua vontade revelada, deixada naqueles tantos escritos que nos confere um guia de fé e prática. Conhecimento bíblico. É incrível como nos últimos tempos a gente se pega numa vontade danada de descobrir o futuro, apressar o passo, chegar logo. É tudo muito rápido, intenso, pra ontem, incapaz de esperar, prazer agora. Estamos apáticos e pressionados. Vejo a marca disso no meu corpo, na minha história e no meu comportamento. Percebo isso também nos relacionamentos, nas redes, nos consultórios, nas igrejas. Me dê conhecimento, liberdade, cura, prosperidade e felicidade. Anda, pra já! Me promete. Me fala. Me diz o que preciso fazer. Me medique. Quanto é? E aí se vive uma vida querendo saber o que ainda não dá, esconder o que se é, não se deixando lapidar. Ninguém quer sentar na cadeira do não-saber e conviver com a falta. Essa semana uma amiga falou assim: “Que em cada falta, você encontre motivos pra lutar.” BAM! Sonda-me e me conhece, vê se há em mim algum caminho mal e guia-me por caminhos retos. Os processos, a maturidade, as vivências, a santificação e os relacionamentos saudáveis e discipuladores exigem estudo, dedicação, tempo e espera. Querer saber a vontade de Deus pra nossa vida é uma virtude, óbvio. Faz parte do viver cristão e tem que se perguntar em oração mesmo. Entretanto, se debruçar sobre Sua Palavra nos indica e aproxima de um viver santo, a renovação da mente, a direção do Espírito Santo. Nisso a gente reside e se entrega, e no resto, Deus uma hora fala e faz. Eu não tô falando de uma acomodação, me entendam, até porque é nesse processo você certamente será convidado à uma posição mais ativa, responsável, respeitável e com limites. Existem planos, propósitos e desejos de Deus sobre cada um de nós e isso é inegável. Muito bom, né? Mas antes disso tudo, encontre os princípios, dê uma olhada na sua identidade, procure saber onde está alicerçado o seu coração, porque aí, quando o tempo das escolhas chegar, você saiba es-colher com propriedade. Imagina se a gente chega ao nível daquela árvore na beira do riacho que dá fruto no tempo certo, né guys? Fala sério, salmo 1.
Bisous,
Anne

