O problema das ideias coletivas

Dan Moraes

Outro dia, eu e meu colega de trabalho decidimos que deveríamos usar o Slack com outro colega e então fazer um Hangout com ele. Nós dois começamos a digitar, mas eu percebi que talvez ele pudesse enviar a mensagem primeiro e então eu deletei a minha antes de enviar. Dez minutos depois, percebemos que nosso amigo ainda não estava lá. Nenhum de nós realmente completou a mensagem, porque assumimos que o outro estava digitando e fomos preguiçosos de arriscar o esforço de enviar a mensagem para ele. Dez minutos foram perdidos por causa do clássico efeito da Ação Coletiva.

O problema da Ação Coletiva é bastante estudado como um fenômeno onde as pessoas poderiam coletivamente ter uma ação para beneficiar a todos, mas por causa dos benefícios individuais que não são aparentes, ninguém completa a ação. Isso é comum na política — por exemplo, uma pessoa não deve se sentir propensa a votar porque ela não sente que seu voto vai realmente “contar”, mas quando milhões de pessoas não votam, eles influenciam o resultado da eleição. Você vê isso em todo lugar. É por isso que reunir pessoas as vezes parece como agrupar gatos. É por isso que todo mundo concorda em ver um filme, mas porque ninguém quer escolher qual filme ver, ninguém vai. E é por isso que eu e o Theo queria se conectar ao nosso colega no Slack, mas ninguém o fez. Isso parece muito idiota visto de fora — por que ninguém tomaria uma ação que poderia beneficiar a todos? — mas é um desafio a superar.

Agora vamos pensar sobre ideias.

Você deve ter ouvido falar do conceito de ignorância pluralística. As pessoas tendem a pensar que eles pensam diferente de todas as outras. Na aula ou em reuniões, quando você está confuso mas não levanta a sua mão por que tem medo que seja o único confuso, você provavelmente está sucumbindo à ignorância pluralística. As chances são, os outros estão confusos, mas também acham que são os únicos. Por outro lado, você pode pensar que todo mundo sabe uma coisa que você sabe e, portanto, deixa de se expressar. Isso é absurdamente ineficiente.

Se você tem uma ideia na sua família, no seu grupo de amigos, no trabalho, existe uma chance de você ser um inovador que pensou em algo novo. Também existe uma chance de que você está tendo as mesmas conclusões que todo mundo. Nos dois cenários, se você falhar em se expressar, você vai estar perdendo a chance de desenvolver algo de sucesso ou uma ideia interessante. Isso tudo se resume à abertura e comunicação. Isso não significa que todo mundo deve expressar cada ideia com todo mundo o tempo todo — nem todas as ideias são boas e nem todas as pessoas se importam. Mas das pequenas coisas como enviar uma mensagem para um colega de trabalho ou ir a um novo restaurante, como a grandes coisas como se mudar para um bairro melhor ou mudar sua cultura de trabalho, se você não dizer nada, nada acontece. Dê uma chance para suas ideias e se abra com mais pessoas ao seu redor — isso torna a vida mais interessante.


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