[#013] A Arte da Prolixidade

Escrita, leitores, lembranças, depressão, caminhos e saudade.

Ícaro Uther. Arquivo Pessoal.

Um amigo descreveu essa entrevista como “Aquela conversa pra ter na sala de casa com vinho e queijo”. Em um ambiente muito intimista, conversei com o Ícaro Uther sobre o processo de escrita, a conexão e resposta dos seus leitores, sobre a depressão na infância, cidades, vida cultural piauiense e suas viagens para a Alemanha em diferentes fases da vida e sobre a romantização das lembranças — afinal, seu primeiro livro chama-se “O que vem depois da Saudade”.

Quando penso em Parnaíba, cidade que acabou de fazer 137 anos, esse título não podera se encaixar melhor. A cidade, que foi lar tanto meu quanto do Ícaro, tem uma beleza saudosa. Saudosa pelo seu passado histórico, saudosa por suas lembranças, saudosa em sua arquitetura.

Porto das Barcas, Parnaíba-PI.

Mas a conversa não ficou de forma alguma “parada no tempo”, pelo contrário. Conversar sobre a resposta de seu trabalho foi ver não apenas o reconhecimento nos prêmios que recebeu mas, principalmente, na emocionante identificação e conexão que os jovens leitores sentiram com o livro.

“O que vem depois da Saudade” ganhou vida após um longo processo, tendo sua publicação foi possibilitada após receber o prêmio de novos autores do Piauí. Ícaro já no início da entrevista comenta sobre a dificuldade de se publicar e como a premiação foi indispensável para que isso ocorresse.

O prêmio também abriu portas para que o livro tivesse um grande alcance, ele chegou a ser usado como paradidático em escolas piauienses. Ser um jovem escritor, lido por jovens leitores, permitiu que uma conexão ainda mais forte fosse criada entre os dois lados.

Lendo o livro “O Que Vem Depois da Saudade”, no parque de Munster.

A última vez que encontrei o Ícaro Uther foi na Alemanha, em uma das visitas que ele fez à sua mãe por aqui. Com as vindas periódicas, nada mais natural do que elas quase marcarem diferentes fases da vida. Mas a sensação de frio no país europeu não passou, mesmo que a arquitetura local tivesse deixado de ser estranha há anos.

Uma surpresa que eu tive ao ler seu livro foi em relação à sua depressão na infância, época que inclusive estudávamos na mesma escola. Conversamos sobre isso e concluo com a certeza da existência de batalhas pessoais na vida de cada um — e que nem sempre nos atentamos sobre o que está acontecendo com o nosso próximo.

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