Autocrítica nunca é uma tarefa fácil.

Ainda mais tratando-se de situações completamente diferentes e espaçadas no tempo, que basicamente já se perderam na memória. Ou quando o celular está pulando de notificações bonitas e divertidas. Ou esse copo aqui do meu lado… Nossa, ele é de vidro azul. Nunca tinha percebido. Do que eu tava falando mesmo?

Ah é. Ugh.

Já estamos em Outubro.

A maior parte desse primeiro ano de Bep… Academy se foi e a carga de trabalho e coisas-que-eu-podia-ter-feito-melhor só aumentam e aí, é claro, que nos pedem para coloca-lás de um jeito que faça sentido para terceiros. Tentarei colocá-las o mais organizadamente possível, bear with me.

O Phewlho abandonado

Durante o segundo MC trabalhei com a Julia, a Lorien e o Pedro e demos vida ao Phew. Ou foi assim mais ou menos.

Nesse processo acabei me envolvendo principalmente com a pesquisa para fundamentar nossa proposta (que é interminável) e não cheguei a mexer no código ou na criação dos assets diretamente, apesar de trabalhar mais próxima da Julia durante a maior parte do challenge — o que foi um grande prazer. A criação e justificativa das atividades com base científica sempre foi algo muito importante para nós e isso tomou um tempo que talvez fizesse mais sentido ser aplicado depois que o app estivesse com o esqueleto pronto. Pensando agora, teria procurado ajuda de psicólogos mais cedo no processo e me envolvido mais com as partes técnicas.

Minha parte favorita de trabalhar no Phew foi criar um aplicativo que podia ser verdadeiramente relevante na vida de alguém e que representava todo mundo na equipe, apesar de ter que agradar todos dificultar o processo de desenvolvimento. Estavamos todos juntos. Falhando e batendo a cabeça no teclado, mas juntos.

Fiquei extremamente decepcionada por não termos publicado, apesar das falhas do ciclo de interação. Via (e ainda vejo) grande potencial nele.

S.P.A.C.E. squad

Nesse MC trabalhamos eu, Alexandre(que eu odeio), Alexis, Bruna Borges e Lucas Rondine.

Esse Challenge foi pra mim o mais demanding e o mais gratificante. Fiz estudo de mercado em relação aos outros Jogos Idle, estudei mecanismos diferentes de monetização e viralização, fiz a Concept Art para alguns dos personagens, ajudei a trabalhar a narrativa, oficialmente aprendi a trabalhar com versionamento de código (eu acho), programei coisas que fizeram diferença para o resultado final ❤ e ainda consegui contar uma historinha na apresentação, bem estilão Apple. A verdadeira Devigner.

O grande lado negativo foi que ao final desse ciclo, estava esgotada, com pendência em todas as matérias da faculdade — uma escolha totalmente minha. Esgotada, mas feliz e satisfeita com o que pude fazer, e mais ainda: de ter confirmação de que eu consigo fazer.

Tivemos problemas com o que era esperado de nós e o que foi entregue, mas acredito que se tivéssemos tido um mentoring real e objetivo, teríamos evitado confusões de expectativas de ambos os lados.

Falhei durante a semana pré-publicação com a minha equipe por problemas pessoais. Não tive força emocional para separar o que estava acontecendo do que precisava ser feito. Confesso que não estou satisfeita com o resultado final e nem com como eu agi naquela semana.

Muitas coisas que já estavam decididas desde o começo foram totalmente modificadas, não necessariamente pra melhor. Deveria ter feito minha opinião pública e não deixado a vida pessoal influenciar tanto no meu trabalho.

[Um adendo: durante esse challenge, percebi o como acabei desenvolvendo uma atitude defensiva em relação a alguns professores, por causa de coisas que aconteceram em situações passadas. Atitude que já estou me policiando, mas diz bastante a respeito do ambiente que foi cultivado.]

E agora, o joguinho?

Estou extremamente ansiosa para esse próximo challenge. Parece que fizeram a pergunta “com quem a Ana ia ficar mais satisfeita em trabalhar num game?” e daí colocaram essa galera junta. I mean, Adelson, Eldade e Forbeck. Que homões maravilhosos. Espero conseguir aprender tudo que é possível dos 3 nesse curto período e ser de grande uso para a equipe — nem que seja nos pitacos.

Considerações Finais

Para não terminar esse post sem falar coisas que podem ser usadas contra mim mais pra frente, deixo aqui algumas conclusões que acredito serem verdade nesse exato momento no tempo.

Eu me dedico 200% quando acho o tema relevante e o produto proposto interessante.

Tenho capacidade de executar várias tarefas diferentes, mas me falta repertório para identificar a necessidade delas.

Sempre busco aprender ao máximo durante os challenges, principalmente das outras pessoas da equipe.

Prefiro trabalhar com equipes auto-gerenciáveis, pois nesse momento eu estou buscando aprendizado e é melhor ouvir.

Minhas skills técnicas ainda não estão nem em 10% do que gostaria.

Apesar de um pé no saco ter que se auto-analisar, eu realmente senti falta dessas reflexões.

Espero ter algum tipo de feedback por esse textão, nem que seja um "a gente não fazia ideia de que você é assim".

Eu gostava mais de quando o medium era administrado só pelos participantes. Tinha algo de liberdade na responsabilidade.

Em todas as equipes, eu trabalhei com pessoas com paciência pra ensinar e me ajudar, respeitosos e responsáveis. Por mais que em um momento ou em outro tenha existido algum conflito com deadline ou de discurso, no geral foi uma experiência bem gratificante. E pra mim esse é o real appeal da Academy. Todo mundo tem algo pra ensinar, e todo mundo te ajuda com o maior prazer. (Menção honrosa à Julia e ao Lucas Borges por esse último challenge ❤)

Apesar de achar que eu poderia estar fazendo muito mais e querer largar a faculdade pra passar mais tempo na Academy aprendendo de tudo, estou muito orgulhosa de como esse semestre se desenrolou, de todos com quem tive a oportunidade de trabalhar e de como evolui.

E não vou pedir perdão pela quantidade de gifs. Afinal, Leslie Knope.