Eu sei o que eu fiz (e deixei de fazer) no(s) challenge(s) passado(s).

Os challenges 2 e 3, realizados ambos em grupo, foram uma montanha russa. Cada um um tipo de montanha russa diferente. A primeira foi divertida e eu saí dela com aquela sensação de voltar pro final da fila e andar de novo e de novo e de novo. Já a segunda, foi uma volta daquelas que você sai nauseado, com sorte que não desmaiou no meio do caminho.

Imagens reais.

A analogia para de funcionar quando eu percebo que as coisas foram tão diferentes entre um challenge e outro porque existem uma série de variáveis que contribuíram pra que o processo fosse daquela maneira, e parte disso, caindo também nas minhas costas.

O challenge 2, onde a maior parte de nós participou de uma dinâmica pra criarmos equipes de maneira que trabalhássemos com pessoas com as quais não havíamos trabalhado antes, tive muita facilidade em dialogar e propor ideias para a equipe e também me senti bem vinda pra que eu falasse o que viesse a minha mente. Além disso, foi curioso o quão natural foi trabalhar com algumas pessoas dessa equipe sem sequer conversar com elas antes daquilo. Sinto que nesse processo, a conversa, tanto falar como escutar o outro foi crucial pra que caminhassemos na melhor direção. Isso foi excelente durante o processo. Com relação à produção, consigo dizer também que mesmo decidindo nosso challenge em cima do laço, a eficiência com a qual as artes foram elaboradas foi algo razoável. Dedicação foi algo muito significativo também por parte de todos nesse challenge, a ponto de nos reunirmos alguns finais de semana, para sentir que, de alguma forma, estávamos progredindo juntos.

TRABALHO EM GRUPO!!!

O que eu imagino que tenha sido ruim, da minha parte, nesse challenge foi principalmente disciplina pra saber quando deveríamos começar a trabalhar, nos organizar melhor e tornar o processo mais claro, ao se organizar. Não ser muito disciplinada tornou o processo de criação, mais tarde, mais doloroso do que deveria ser. Depois de receber um feedback pessoal de um colega, ouvi que eu não precisava ser tão dura ou dar a impressão de ser muito brava ou séria, porque é isso que é entendido pelos outros, antes de me conhecer melhor. Acho que isso pode ser algo a se melhorar, não só no aspecto profissional dentro do ADA mas também pro resto da vida.

O challenge 3. Como eu começo a falar do challenge 3?

Eu fiz o que eu tinha pra fazer. Fiz o que tinha de arte do aplicativo pra Apple TV pra fazer. Fiquei até mais tarde alguns dias fazendo apresentação pra equipe. Tentei trazer aspectos que eu considerava de alguma forma subversivos ou diferentes pra plataforma com a qual a gente tava trabalhando, pra trazer algum tipo de questionamento. Estimulei inicialmente a pesquisa sobre o assunto, mesmo resultando em só eu as fazendo. Estimulei porque imaginei que permanecer raso, traria um resultado raso. Projetei inicialmente as telas em um papel maior pra tornar o processo mais próximo de todos do grupo, tentando unir as pessoas de alguma forma. Mas sinceramente, por mais dramático que pareça (confia em mim, vai parecer bem dramático), acho que minha maior vitória foi persistir…? Ouvi de terceiros algumas coisas a respeito de mim, do meu trabalho, do resultado do que eu tava produzindo que as pessoas do meu grupo estavam falando. E isso tornou a experiência muito pior do que deveria ser.

Já pegando o gancho pra o que eu imagino que eu tenha feito de errado. Faltou muito de mim ser mais comunicativa sobre o que eu sentia, sobre o que acontecia e sobre como isso me afetava. Faltou eu explicitar que determinados comportamentos me incomodavam. Faltou eu perguntar a que pé tava o projeto, perguntar por que o projeto não tava caminhando, por que tantas concessões precisaram ser feitas… Vários porquês que ficaram num âmbito de suposição, o que não é nem um pouco saudável pra um grupo de trabalho. Sinto que de alguma forma, se eu fosse mais multidisciplinar, navegasse melhor entre programação e design, muito disso poderia ter sido evitado, pois eu saberia pelo menos um pouco do que podia estar acontecendo.

Mesmo sendo particularmente difícil pra mim, o que eu pretendo fazer no próximo challenge é, em primeiro lugar, manter as coisas claras, ser mais comunicativa sobre como eu me sinto, não deixar nenhuma ponta solta que possa desenvolver em algo ruim. Principalmente porque vejo as relações humanas dentro das equipes crucial pra que o projeto caminhe. Não acredito que conflito ajude ninguém a caminhar a lugar nenhum, inclusive, acho desestimulante. Gostaria também de "colar" num programador front-end e entender passo a passo o caminho que ele vai traçar. Imagino que algo simples assim já pode me ajudar a crescer no quesito multidisciplinaridade. Quero parecer menos "briguenta". Quero ser alguém resiliente. Quero melhorar…

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