Miguel Rio Branco - Nada Levarei Qundo Morrer

Selfie

Isadora Ribeiro Canguçu

Nada levarei qundo morrer é uma exposição situada no Museu de Arte de São Paulo que reune 61 fotografias da série Maciel do artista Miguel Rio Branco, produzidas em 1979.

Sala de exposição

As fotografias retratam a vida cotidiana do bairro do Maciel, situado na região do Pelourinho em Salvador. Ele é majoritariamente habitado por populações marginalizadas, e caracterizado pela prostituição e criminalidade. O artista busca espelhar em suas obras as consequências desse esquecimento da região pelo poder público.

Fotos sem título de aproximadamente 80 x 40cm

As obras estão distribuídas em quatro paredes do primeiro subsolo do MASP, divididas de acordo com seus temas.

Em uma parede estão fotografias nas quais o artista mostra a relação dos moradores com seu bairro decadente. Nessa parede, está uma fotografia de um muro com a frase “Nada levarei qundo morrer aqueles que mim deve cobrarei no inferno”, a qual dá nome à exposição.

Foto sem título de aproximadamente 80 x 40cm

Na outra, a nudez e erotismo se tornam mais presentes, e pretendem revelar a sexualidade que ocorre nos interiores das casas do bairro. A próxima é composta de fotografias que exploram os estabelecimentos e residências por sua totalidade, retratando os diferentes personagens que la frequentam e habitam.

Série de fotos de aproximadamente 80 x 40cm cada

A ultima parede revela as personalidades dos fotografados, ao mostrar as paredes de suas casa e quartos, repletas de recortes de revistas e fotografias. Fica evidenciada assim a relação íntima e genuína que Rio Branco criou com os moradores de Maciel ao longo dos meses de sua estadia.

Foto sem título de aproximadamente 100 x 70cm

A exposição retrata com sucesso o cotidiano impar e os gostos e costumes de uma parte esquecida do Brasil. Portanto, o artista proporciona um deslocamento fidedigno do espectador à Maciel. O que me agradou foi que o artista dá importância notável à estética das obras, mas sem perder a fidelidade em retratar a realidade da região. Ao me deparar com elas, senti um incômodo, já que rompem com a cortina de tabus existente entre meu cotidiano e o dia a dia do bairro. A exposição me fez questionar os valores da sociedade em que vivo e a verdadeira situação Brasileira.

Série de fotos de aproximadamente 80 x 40cm cada

SERVIÇOS DA EXPOSIÇÃO

Quanto: Quarta a Domingo: Interia 30 reais, meia 15 reais
Terça-feira: Entrada gratuita

Quando: Terça a Domingo: 10h–18h; Quintas-feiras até as 20h

Onde: MASP, 1º subsolo
 Av. Paulista, 1578 — Bela Vista
São Paulo, Brasil

Até quando: 01 de Setembro de 2017

Links relacionados: http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=311&periodo_menu=

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.