Férias (quase) surpresa

Leandro Rodrigues

Daí, depois de trabalhar quase o dia inteiro, o vivente descobre que está de férias! Insano isso, não é mesmo? Pois é. Mas foi assim exatamente assim que aconteceu. Aliás, graças a Deus!

Tudo levava a crer que seria apenas mais uma segunda-feira como todas as outras. Um combinado da saudade do fim de semana que recém ficara para trás com a tenebrosa perspectiva de uma longa e cansativa semana de trabalho. Entretanto, uma agradável surpresa alterou completamente o meu dia. Desde o fim de semana anterior minha irmã vinha me questionando pelo fato de o meu vale alimentação não ter sido depositado. A princípio não vi nada de mais nisso. Ás vezes pode atrasar. Porém, nunca havia acontecido — até então — de no dia 1° o cartão ainda não estar carregado. A menos que…

Aí já era o caso de se averiguar, pois, alguma coisa no mínimo incomum estava acontecendo. Não vou entrar em detalhes para não ficar dando voltas no assunto. Resumo da ópera: as férias que eu poderia jurar que havia marcado para julho, portanto, dali a um mês, me foram dadas em junho e a empresa conseguiu a proeza de se esquecer de me avisar! Dá pra acreditar? Ai, ai, ai! Eu só os perdoo porque eu realmente estava precisando desse período de descanso e horas livres.

Ótimo. Agora vem a parte complicada (por incrível que pareça): O que fazer pelos próximos trinta dias? É preciso uma considerável dose de criatividade para ocupar o tempo durante as férias que você não pôde programar. Viajar é impossível. Primeiro porque é mês de junho e não tenho muitas opções. Segundo porque só estou de férias do trabalho. A faculdade continua até a primeira semana de julho. A perspectiva de ficar o dia todos em casa, á toa, vendo tudo que os canais de esportes têm a oferecer é altamente tentadora, apesar de nada saudável. Todavia, não há nenhuma chance de eu ficar o tempo todo nessa mordomia. Primeiro porque o meu cachorro não deixa (sobre ele e suas peripécias falarei futuramente aqui nesta coluna). Há também algumas reportagens que terei de fazer e que me obrigarão a ficar umas boas horas na rua. Com o que não me importo. Sei que vai ser divertido.

No mais, vou escrever um pouco, tentar ter algumas boas ideias; criar novos projetos. Sim senhor! Serão trinta dias de muito descanso. Trinta dias tranquilos. Trinta dias de nada x nada; zero estresse. Mas, com toda certeza, essas trinta dias não serão nada monótonos!

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