Sim, sou pedaleira

Com orgulho, com amor e garra

Neste mês em que se comemora o dia das crianças, lembrei-me do meu primeiro dia em uma bike. Era emprestada de um vizinho. A rampa, na minha mente de 6 anos, parecia uma eternidade e a inclinação imensa. Depois de crescida (nem tanto, cheguei a um patamar de 1,5m), voltei na mesma casa e a rampa era uma coisinha de nada, mas foi nesta rampa que eu me equilibrei pela primeira vez em uma bicicleta. Depois disso muitas outras vieram e pedalei muito no quintal de casa e também em Itajubá, sul de Minas, onde peguei várias bikes emprestadas, umas com freio, outras nem tanto.

Mas aonde quero chegar é que hoje eu sou pedaleira, nada assídua, mas sim, sou pedaleira. Já fui dançarina e já fui corredora, já participei de campeonatos tanto de dança, quanto de corrida. De pedal, nunca. Minha meta é 200 km no Audax de 2017. Se alguém quiser me acompanhar, sou parceira!

De tudo que já fiz, a bike é o que me dá mais o sentimento de liberdade. Com ela vou mais longe… O vento no rosto me dá vontade de continuar, as subidas e descidas são desafios e se não dou conta simplesmente empurro. Os esportes têm disso e vivi este sentimento na dança também: Cada passo é uma superação. Se um dia pedalei 10 km e achei muito, hoje 50 já é pouco. Que sentimento bom esse de vitória dos seus próprios recordes, de superar seus limites, de ir além, de se encorajar, de ter confiança em si mesma e dizer sim, eu posso!

Foi então que eu conheci As Pedaleirax! E elas entraram na minha vida como outros grupos de empoderamento feminino. Vieram mais ou menos na mesma época e aí eu percebi como se encaixam bem!! Fantástico conhecer um grupo de pedal composto por mulheres empoderadas, corajosas, que organizam pedais, estruturam cursos, palestras, mobilizam a cidade, contam suas histórias, dividem suas experiências. Neste grupo não tem ego, não tem mau tempo, não tem rancores, é só amizade, é só superação, é ensinamento, é parceria. Nossos pedais buscam a autonomia das mulheres, a independência, a capacitação, a superação e o empoderamento.

E que venham mais histórias, que venham mais pedais e mais desafios! Estou pronta. Bora?



Show your support

Clapping shows how much you appreciated Tatiana Takimoto’s story.