Câncer com melhor qualidade de vida — Abrapac comemora 18 anos

Texto do jornalista Charles Monteiro e fotos da fotógrafa Mônica Góes, voluntários do projeto Comunicadores do Atados Rio.

Foto: Mônica Góes.

Saúde, esperança, alegria e música. Foi assim que a Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes de Câncer (Abrapac) comemorou seus 18 anos de fundação, no Centro Cultural Municipal Professor Dyla Sylvia de Sá, na Praça Seca.

O dueto formado por mãe e filha, Roxele e Angélica, deu início a comemoração, cantando ‘Eu tenho amigo, você também tem’, música de autoria das próprias cantoras, retratando o sentido de amizade e solidariedade que a Associação desenvolve entre si e com os pacientes atendidos na luta contra o câncer.

Da esquerda para direita: Solange Oliveira, Liz Cardoso, Lígia Kelly e Leda Mazzoni. Diretoria da Abrapac reunida! Foto: Mônica Góes.

“A expectativa de hoje é a melhor possível, comemorando junto com amigos, associados, colaboradores, voluntários para que todos se divirtam, que todos vejam cada vez mais a Abrapac com carinho e vejam o empenho dela junto aos pacientes. Queremos levar sempre o melhor para a qualidade de vida desses pacientes”, conta a diretora de divulgação da Abrapac, Solange Oliveira.

A presidente Leda Mazzoni foi tirada pra dançar ❤ Foto: Mônica Góes.

Embalados ao som das músicas de Renato Russo, Cássia Éller, dentre outros artistas, pelo intérprete Laerte Veloso, em exibição acústica, os convidados cantaram e dançaram nesse dia que para a presidente da Associação Leda Mazzoni “são 18 anos de glória. A gente não vê só derrotas. A gente vê muitos pacientes que até hoje, lutaram com a doença. Algumas se foram, mas eu acho que o resultado valeu”, comenta.

Márcia Soffiatti. Foto: Mônica Góes.

Márcia Soffiatti é voluntária de atendimento há 16 anos e decidiu ajudar após o marido ter sido curado de um câncer. “Meu marido teve câncer de linfoma e, depois da cura, eu fui procurada para ajudar a Associação”, conta. “Hoje é um dia muito importante, porque no Rio de Janeiro, no Brasil, muitas ONGs não duram muito tempo. A Associação é muito bem organizada, mesmo sendo tudo voluntário”, completa.

Edir Lobato, há 18 anos teve câncer de mama e hoje é voluntária de acolhimento, desde 2009. “É uma alegria ajudar muitas pessoas. Eu sinto um bem maior em atender às pessoas”, expressa seu sentimento.

O trabalho organizado, sério, comprometido, desde o início, chamou a atenção de Liz Cardoso, que começou o trabalho voluntariamente na confecção de próteses mamárias e, hoje, faz parte da Diretoria Financeira, continuando com a atividade anterior. “Por ser uma entidade séria, eu realmente me envolvi. Sempre quis ser voluntária em algum trabalho e vi na Abrapac um caminho para me realizar como cidadã e poder dividir um pouco do meu tempo, da minha capacidade laboral na instituição”, conta.

Foto: Mônica Góes.

Quem achou que as atividades da Abrapac se limitavam a atendimento, consultas assistenciais, apoio psicológico e fornecimentos de perucas e próteses mamárias, se enganou. As voluntárias e pacientes assistidas pela instituição realizam, também, trabalhos artesanais e organizaram uma exposição para a venda desses produtos e sorteio durante o evento.

Outra atividade que elas também participam e foi uma atração muito comemorada e aplaudida foi a dança árabe sob a coordenação das coreógrafas voluntárias Adriana e Gisele, além das performances de dança do ventre e dança cigana.

Dança cigana! Foto: Mônica Góes.
Lígia Kelly. Foto: Mônica Góes.

Lígia Kelly, que foi uma das fundadoras da Associação, ao lado de seu marido Sylvio Kelly, que morreu em dezembro do ano passado, e de Dinah Schumer, conta que esta é a primeira comemoração da qual participa após esse acontecimento. “Esta comemoração significa muito, porque estamos continuando uma obra que nós iniciamos. Representa tudo o que a gente pode e não pode fazer”, conta.

Lígia, também, faz uma crítica. “Isto é uma forma que o governo deveria ajudar as pessoas e não uma associação de pessoas que tiveram câncer. O dinheiro da saúde deveria estar destinado à saúde, destinado às pessoas que precisam de ajuda. Enquanto isso, a gente vê os escândalos nos jornais, na mídia em geral”, diz.

“O paciente, sentindo-se cada vez mais acolhido, leva melhor, com certeza, a sua doença, seu tratamento”, afirma, com otimismo, Solange, fazendo jus ao slogan da instituição, ‘Quando a vida vira um mar revolto, é sempre bem vida a mão amiga’.

Sobre a Abrapac

Foto: Mônica Góes.

A Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes de Câncer é uma associação sem fins lucrativos, que atua há 18 anos para uma melhor qualidade de vida do paciente de câncer. Foi criada pelo Dr. Sylvio Kelly e a Sra. Dinah Schumer e por um grupo de pessoas que direta ou indiretamente estiveram envolvidas com o câncer, tendo como ponto de partida suas próprias experiências.

A Abrapac tem como uma de suas principais atividades empréstimo de peruca, doação de lenços, doação de sutiãs, próteses (uma de painço, para utilização seca e uma de polietileno, que é para utilizar na piscina, praia). Oferece, também, tratamento psicológico, massoterapia, auriculoterapia, além de uma parceria com o Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), que atende na área de direito do paciente, nutrição, assistência social e fisioterapia oncológica.

Toninho, super voluntário! Foto: Mônica Góes.

Os pacientes chegam à Abrapac por meio dos hospitais públicos, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), Hospital Mário Kröeff, Hospital da Lagoa, todos os hospitais que têm tratamento de câncer. E, também, por mídia social ou ex-pacientes que indicam para outras pessoas.

A associação conta com a contribuição financeira de associados, doações e realização de bazar. Toda a receita é aplicada na manutenção da sede e no desenvolvimento de seus objetivos sociais.

Conheça mais: http://abrapac.org.br/index.php ou https://www.facebook.com/abrapac.apoioaospacientes

Endereço : Av. Presidente Vargas, 418 — sala 1101/02 
Centro — Rio de Janeiro-RJ 
CEP 20071–000
Telefone (21) 2223–1600
E-mail: abrapac@abrapac.org.br

Parabéns! Foto: Mônica Góes.
Foto: Mônica Góes.